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Dólar sobe e Bolsa cai com ataques dos EUA ao Irã, ouro e petróleo em alta

Bolsa brasileira acompanha movimento negativo do exterior. A aversão a risco e migração para ativos considerados mais seguros vai desafiar o ciclo positivo que o mercado acionário brasileiro vem registrando desde ano passado. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro recuou na sexta-feira, mas ainda assim tinha fechado fevereiro com ganho de 4,1%, acumulando 17,2% neste ano e 53,7% em 12 meses, segundo dados compilados pela Elos Ayta.

O principal catalisador desse movimento parece vir de fora. Até 25 de fevereiro, investidores estrangeiros acumularam saldo líquido de R$ 41,73 bilhões, já superior ao fluxo de todo o ano anterior. Mais reveladora que a magnitude é a participação: 61% do volume negociado na Bolsa teve origem internacional, a maior fatia da série recente.
Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta

Impacto da guerra no fluxo de capital pode prejudicar a Bolsa. Como movimento de aversão a risco pode impactar um importante vetor da Bolsa brasileira, o Ibovespa pode enfrentar um período adverso, apontam analistas de mercado.

O maior risco é um agravamento do conflito, com impacto mais claro no mercado de petróleo. O Brasil está relativamente isolado deste conflito, mas deve ser negativamente impactado pelo aumento da percepção de risco e pela alta do petróleo. Dólar, ouro e petróleo são ativos que devem ter melhor desempenho no curtíssimo prazo. Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da Eleven Financial

Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa. Influenciadas negativamente pelas incertezas provocadas após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, os mercados acionários globais operam pressionados por vendas de ações. O índice japonês Nikkei caiu 1,35% em Tóquio, a 58.057,24 pontos. Papéis ligados ao setor de defesa impediram uma queda maio, como os de Mitsubishi Heavy Industries (+3,61%) e IHI Corp. (+2,97%) avançaram. O Hang Seng recuou 2,14% em Hong Kong, a 26.059,85 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 1% em Seul, a 6.244,13 pontos, e o Taiex perdeu 0,90% em Taiwan, a 35.095,09 pontos, na volta de um feriado.

Na China continental, papéis de petróleo sustentam mercado. O Xangai Composto subiu 0,47%, a 4.182,59 pontos, graças a ações de petrolíferas como as de Sinopec e PetroChina, que saltaram cerca de 10% diante da forte reação de alta do petróleo às tensões no Oriente Médio, mas o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,68%, a 2.744,86 pontos.

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