2 horas atrás 1

Dólar vai de R$ 6,26 a R$ 5 em 16 meses, a reboque do cenário internacional

É como diz Dani Rodrik, professor de Harvard, em seu ótimo livro "Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy" ("Conversa Franca sobre Comércio: Ideias para uma Economia Mundial Sensata", em tradução livre).

Muitas vezes, são "condições externas fortuitas", como o súbito aumento dos preços da pauta de exportação de um país, que explicam movimentações importantes na economia, principalmente nas nações em desenvolvimento. O fato de o dólar encontrar-se atualmente em um nível particularmente baixo, apesar da trajetória de alta do endividamento do Brasil, ilustra perfeitamente a tese de Rodrik.

Já em 2024, muita gente aproveitou o estouro da moeda americana, motivada sobretudo pelas incertezas causadas pelo retorno de Trump, para fazer política — e faturar uns trocados na bolsa, claro. E convém lembrar que, apesar de mais baixa em comparação ao quadro atual, a Selic também estava nas alturas, fixada em 12,25% ao ano.

Como já dito, a alta do dólar foi vendida como produto da gastança desenfreada de um governo que se recusava a "cortar na carne" e insistia em aumentar impostos — como se o tal aumento não tivesse um alvo bastante justo: o topo formado por menos de 1% dos contribuintes brasileiros.

O tempo passou e a maldição do dólar a R$ 7 não se concretizou. Pelo contrário. Como ensina o professor de Harvard, mais uma vez as "condições externas fortuitas" falaram mais alto do que o ambiente interno e conduziram a divisa americana ao seu menor valor em dois anos.

Por fim, não se trata obviamente de negar a necessidade de ajuste nas contas públicas. Há muitas boas razões para conter a crescente bola de neve dos gastos, da redução das taxas de juros à eficiência do investimento público.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro