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DTV+: saiba o que é TV 3.0, que oferece melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos

A Copa do Mundo 2026 marca o começo oficial de uma nova fase da televisão brasileira, muito mais tecnológica. DTV+ é imagem com mais qualidade, em 4K e som imersivo. A mudança está chegando aos poucos. Por enquanto, a DTV+ está em fase experimental no Rio, em São Paulo e em Brasília. A expansão para todo o território nacional levará cerca de 15 anos. Para acessar a novidade será preciso usar um kit, que tem conversor, antena e o controle remoto.

Infográfico - O que muda com a DTV+. — Foto: Arte/g1

DTV+: o novo nome da TV 3.0

A primeira televisão, analógica e com imagens em preto e branco, ficou conhecida como 1.0. Anos depois, surgiu a TV 2.0, com imagens em cores e conectividade à internet.

Agora, a TV 3.0 representa o próximo patamar da televisão digital e, segundo especialistas, entregará mais interatividade, personalização e qualidade de imagem e som (entenda mais abaixo). É como se os canais se tornassem aplicativos.

Em agosto de 2024, o Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre anunciou o novo nome da TV 3.0 no país, que passou a se chamar Digital Television+ (DTV+).

A tecnologia de transmissão recomendada será a ATSC 3.0, um dos sistemas de transmissão digital mais avançados do mundo.

As vantagens da DTV+ (TV 3.0)

  • 🖼️ Melhores imagens: o usuário poderá assistir a conteúdos da TV aberta com mais definição, brilho e contraste, em qualidade 4K e até 8K.
  • 📺 Canais: a tecnologia permite que os canais de TV sejam semelhantes a aplicativos. "Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs", disse Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações.
  • 🔈Som imersivo: a nova tecnologia oferece uma experiência sonora envolvente, com qualidade de cinema, de acordo com especialistas.
  • ⚡Interatividade: o público poderá interagir com conteúdos da TV aberta, como votar em enquetes e até comprar produtos exibidos ao vivo.
  • 📣 Personalização da publicidade: assim como já acontece nas redes sociais, as emissoras poderão segmentar ainda mais os anúncios, entregando opções personalizadas: "Se a pessoa está buscando um carro de determinado modelo, será possível exibir propagandas que falem diretamente com o interesse daquele consumidor", explicou Leonora Bardini, diretora executiva do canal TV Globo.
"Assim que ligar e se logar, a TV já vai te conhecer, saber seus gostos e oferecer uma combinação de conteúdo e publicidade. É uma experiência mais personalizada de assistir à TV", disse Leonora Bardini.
"Em um jogo de futebol, a TV já saberá de qual time você é torcedor e proporcionará uma experiência completa e mais imersiva que dialoga com o seu time do coração", exemplificou a diretora executiva do canal TV Globo.

Não será necessária conexão à internet para usufruir das vantagens da TV 3.0, explicou Wilson Diniz. "A qualidade de imagem 4K, 8K e o som imersivo estarão disponíveis, mesmo que o usuário não tenha conexão", explicou o secretário das Comunicações.

No entanto, conectar a TV à internet permite uma experiência mais completa, ampliando as possibilidades de interatividade e personalização, segundo especialistas.

Por exemplo, será possível comprar a mesma roupa que o ator usa na novela ou o bolo que acabou de aparecer no programa de culinária. Além disso, você poderá votar para eliminar um participante de um reality show — tudo diretamente pela televisão.

"Em um jogo entre Brasil e Argentina, a TV já saberá que você é torcedor do Brasil e proporcionará uma experiência completa que dialoga com a sua seleção ou time do coração," exemplificou a diretora de programação da TV Globo, Leonora Bardini.

"Isso será possível porque você já informou o seu time ao acessar o ge.globo, por exemplo. Tudo estará sincronizado," completou a executiva.

Preciso trocar de televisão?

"Ninguém precisará trocar a televisão de uma hora para outra", disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, nesta quarta-feira.

Num primeiro momento, assim como ocorreu na transição do sinal de TV analógico para o digital, será necessário adquirir um conversor para usufruir da experiência da DTV+.

Segundo Siqueira Filho, vai existir um "período de convivência entre as duas tecnologias": TV digital e TV 3.0, e ele poderá ser prorrogado conforme a necessidade da evolução.

A migração será escalonada, a partir das grandes capitais. "Vamos ter um tempo necessário para a indústria se adaptar, os conversores se popularizarem e as trocas de televisões, devido ao tempo de uso, acontecerem naturalmente", resumiu o ministro.

A expectativa é que, no futuro, os novos televisores já venham de fábrica com suporte à nova tecnologia, dispensando o conversor. As fabricantes estão envolvidas nas discussões da DTV+ desde o início, justamente para preparar o mercado.

Conversor (à esq) e antena para captação do sinal da DTV+ exibidos na inauguração da transmissão experimental da DTV+ pela Globo, em abril de 2025 — Foto: g1

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