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'É plenamente possível aprovar fim da escala 6x1 neste ano', diz ministro

Proposta enfrenta resistência no Congresso Nacional. Aprovada em dezembro pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o texto ainda depende da validação do plenário das duas Casas Legislativas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliava o fim da escala 6x1 como inviável, mas já admite que o tema será discutido neste ano.

Ministro cobra apoio da população para o avanço da PEC. Marinho pede que os trabalhadores e sindicados se mobilizem pelo fim da jornada 6x1. "A efetiva participação da sociedade é um motor necessário no processo de convencimento a cada deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao empresariado", destacou durante participação no Bom Dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

PEC do Senado limita o trabalho diário a oito horas. O texto de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) define a carga máxima semanal em 36 horas, distribuídas em até cinco dias por semana, sem possibilidade de redução de salário. Na Câmara, um texto semelhante foi apresentado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e prevê ainda a possibilidade de compensar horários e redução da jornada a partir de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Alteração da rotina trabalhista é prioridade do governo. As discussões a respeito do tema são lideradas pelos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). A proposta é vista como uma vitrine para a campanha de reeleição do presidente Lula.

Comércio e indústria resistem à alteração das jornadas. Os setores avaliam que a redução das jornadas vai gerar inflação e encarecer os serviços. A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) estima que o custo do trabalho aumentaria em quase um terço caso a mudança passe a valer.

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