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É preciso restabelecer valores e padrões éticos no Estado brasileiro

Não se trata de um quadro de insolvência ou de crise. Mas o déficit público é elevado, e a dívida, crescente. Tenho mostrado aos leitores e leitoras desta coluna os diferentes aspectos desse problema fiscal. Tal situação pode ensejar o debate sobre os juros elevados e seu papel central como espécie de barreira ao avanço dos investimentos e do consumo.

Mas entendo que as contas públicas dominarão o debate eleitoral por outra razão.

O abalo institucional promovido por diversos eventos, nos últimos anos, leva a uma situação de descrença nas instituições. Falei sobre isso, na última quinta-feira (19), com a jornalista Juliana Rosa, em seu programa "Economia pra você", na Bandeirantes.

As fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o escândalo da explosão das emendas parlamentares, os supersalários no serviço público, a irresponsabilidade do Congresso e casos como o do Banco Master combinam-se para criar um quadro preocupante. São elas, e não os ocupantes de cargos públicos de plantão, as bases para garantir a consolidação da democracia.

Os eleitores querem saber como cada candidato pretende resolver a fragilização das instituições. Os temas se misturam, mas a resposta esperada é quanto à capacidade de restabelecer valores mínimos, padrões éticos e condutas disciplinadoras.

A pesquisa de percepção de corrupção da Transparência Internacional mostrou que, em 2025, o Brasil ficou abaixo da média mundial. Em um índice de 0 a 100, obteve 35, frente à média de 42. Na lista de 182 países, o Brasil ocupou a 107ª posição em 2025. Próximos do Brasil, no ranking, variando ao redor de 35, estão: Sri Lanka, Argentina, Belize, Ucrânia, Indonésia, Nepal e Serra Leoa.

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