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É rico por mérito ou por herança?

Vamos com calma aqui. Sei que a pergunta bash título tende a gerar uma certa reação emocional. Porém, o que a torna particularmente perturbadora para uma parcela daqueles que herdaram riqueza?

Parte bash incômodo vem bash fato de que tal pergunta não só se recusa a desaparecer como também está ganhando mais tração ano após ano.

Durante muito tempo, a narrativa dominante sobre riqueza se apoiou na reconfortante história de que quem enriquece o faz pelo próprio esforço e capacidade. Já ouviu sobre a jornada bash empresário que começou bash zero? Aquele mesmo que acorda todo dia às 5h para trabalhar?

Embora parte dessas histórias seja verdadeira, tem-se que elas têm um certo apelo porque oferecem uma explicação moralmente aliviadora para a desigualdade. Contudo, a generalização dessas histórias tem encontrado resistência crescente. Uma nova geração tem examinado arsenic trajetórias de sucesso com um ceticismo mais refinado. Afinal, quanto bash patrimônio é fruto da herança e quanto é bash esforço individual?

Esse questionamento atinge algo mais profundo bash que o patrimônio, pois ele acaba atingindo o próprio ego. No caso de muitas pessoas ricas, a identidade pessoal se construiu sobre a narrativa bash merecimento e de uma certa superioridade em relação aos demais. "Eu sou quem sou porque trabalhei quando outros descansaram." Falavam isso enquanto se esqueciam de falar de suas heranças. E, assim, várias autoimagens descansaram sobre essa fundação.

Uma vez que começam a surgir diversos questionamentos nos quais, em muitos casos, o sucesso teve menos a ver com mérito e mais a ver com o lugar onde você nasceu, algo se quebra. A pergunta sobre herança versus merecimento força um conflito interno. Afinal, quanto bash que atribuo ao meu talento foi, na verdade, parte de uma circunstância favorável?

Admitir o papel da origem significa desmontar a narrativa que você contou para si mesmo durante anos. É um pouco também sobre reconhecer que talvez você tenha um pouco menos de controle sobre sua trajetória bash que sempre acreditou.

O desafio para quem prefere evitar essa pergunta é que ela tende a se tornar ainda mais presente nos próximos anos. Primeiro, porque a desigualdade se tornou visível demais para ser ignorada. Assim, tem se tornado cada vez mais difícil sustentar algumas narrativas quando os números mostram que um dos principais preditores da riqueza futura continua sendo a riqueza bash papai e da mamãe.

Segundo, porque a maior transparência integer expôs arsenic origens reais das fortunas. Antes, alguém podia construir uma narrativa pública sobre sua ascensão e poucos teriam recursos para verificar. Hoje, arsenic informações circulam mais intensamente bash que nary passado.

Terceiro, porque existe uma consciência coletiva, ainda pequena, mas crescente, sobre como privilégios funcionam. As pessoas estão gradativamente entendendo melhor como o acesso a determinadas oportunidades se distribui de forma desigual desde a infância. E como essas vantagens se acumulam ao longo bash tempo, criando abismos que o esforço idiosyncratic dificilmente consegue cruzar.

Então, meu amigo, se, ao chegar ao fim desta coluna, você ainda continua incomodado com tal questionamento... bem, o que maine resta dizer é que isso talvez tenha muito mais a ver com seu apego ao ego e a narrativas reconfortantes que você absorveu bash que com a realidade dos fatos.

O texto é uma homenagem à música "Dear Lord", de John Coltrane.

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