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Eduardo e Carlos Bolsonaro atacam Zema após mineiro criticar Flávio por ligação com Vorcaro

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Eduardo e Carlos Bolsonaro atacaram nesta quarta-feira (13) o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), depois de o ex-governador de Minas Gerais classificar como "imperdoável" a negociação do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em publicação em rede social, Eduardo afirmou que Zema fez "acusação sem fundamentos" e o ironizou ao chamá-lo de "potencial vice".

"Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a 'união da direita', o 'potencial vice' se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos", escreveu o ex-deputado mencionando o perfil do ex-governador, que já foi cotado à vice-presidência na chapa de Flávio.

"Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema", completou Eduardo.

Mais cedo, Zema havia publicado vídeo em que classificou a situação como "um tapa na cara dos brasileiros de bem".

"Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil", disse o ex-governador no vídeo.

As declarações se seguem à reportagem do site The Intercept Brasil, publicada nesta quarta e cujas informações foram confirmadas pela Folha, que afirma que Daniel Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse", biografia de Jair Bolsonaro.

Em áudio, Flávio cobrou parcelas do ex-banqueiro, e mensagens foram trocadas até a véspera da primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em 17 de novembro.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) também atacou Zema em publicação em rede social. Chamou o ex-governador de "engolidor de casca de banana" e disse que ele "está passando de todos os limites".

"Cadê os parlamentares para defender a verdade? Não me venha dizer que é ataque. É apenas constatação frente mais uma bizarra apresentação", escreveu o ex-vereador.

Segundo o Intercept, Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) também teriam participado da negociação. Parte do montante teria sido transferida para o fundo Havengate Development Fund, sediado no Texas, que seria controlado por aliados do ex-deputado, que mora nos Estados Unidos.

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