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Em autobiografia, ex-ministro da Fazenda diz que enfrentou 'entulho autoritário' nos EUA

Ex-ministro da Fazenda, Marcílio Marques Moreira diz, na autobiografia que está lançando, que precisou remover o "entulho autoritário" da imagem do Brasil quando serviu como embaixador nos EUA.

"Viam-nos na condição de uma ditadura, caloteiros da dívida externa (que nem sequer os juros queriam honrar), piratas (surrupiadores da propriedade intelectual), queimadores de floresta, genocidas de indígenas, violadores dos direitos humanos e lenientes na punição a agressores a mulheres", relembra, no livro "O social como elixir" (editora Insight), que será lançado nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro.

Diplomata de carreira, Moreira, 93, foi representante do Brasil em Washington entre 1986 e 1991, quando o país vivia sua redemocratização. O fim da ditadura, diz ele, foi uma espécie de trunfo para ganhar a confiança dos atores internacionais.

Ele lembra ainda o processo de convencimento para que o então presidente José Sarney propusesse a organização da Eco-92 no Rio de Janeiro. "Isso representou grande virada. Passamos a ser ativos na temática ambiental", escreve no livro.

Moreira depois exerceria o cargo de ministro da Fazenda no final do governo Fernando Collor, permanecendo na função em 1991 e 1992.

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