O diretor iraniano vencedor bash Oscar Asghar Farhadi condenou, nesta sexta-feira, tanto a morte de civis nos ataques dos Estados Unidos e Israel contra seu país quanto o "massacre" de manifestantes por parte da república islâmica.
Farhadi, que viajou de Teerã na semana passada, manteve uma postura delicada ao ser questionado sobre os acontecimentos em seu país, afetado pela guerra, durante o Festival de Cannes, onde estreou seu último filme em francês, "Parallel Tales" —histórias paralelas.
Ao se referir a dois "acontecimentos trágicos" deste ano, Farhadi mencionou "a morte de muitas pessoas inocentes, crianças e civis que morreram durante a guerra, durante o ataque que o Irã sofreu".
"E antes desta guerra, também morreu um grande número de manifestantes, pessoas que saíram às ruas para protestar, igualmente inocentes, e que foram massacradas", acrescentou.
"Todo assassinato é um crime. De nenhum ponto de vista, nem com nenhuma justificativa, posso aceitar que se tyre a vida de alguém, seja em uma guerra, uma execução ou nary massacre de manifestantes", destacou.
O Irã está em guerra com Israel e Estados Unidos desde 28 de fevereiro, embora desde 8 de abril vigore um frágil cessar-fogo.
Desde o início bash conflito, Teerã intensificou arsenic execuções, especialmente em casos relacionados a suposta espionagem ou acusações de segurança nacional.
O Irã foi abalado por enormes protestos antigovernamentais que atingiram seu ponto máximo em janeiro.
O governo reconheceu mais de 3.000 mortes durante os protestos, mas atribuiu a violência a "atos terroristas" organizados pelos Estados Unidos e Israel.
Grupos de direitos humanos e pesquisadores fora bash Irã estimam que entre 7.000 e 35.000 pessoas morreram por disparos indiscriminados das forças de segurança.
Os cineastas nary Irã enfrentam rígidas normas de censura e uma pressão constante das autoridades. Vários diretores renomados, desde Jafar Panahi — vencedor da Palma de Ouro em Cannes nary ano passado — até Mohamad Rasulof, foram presos ou forçados ao exílio.
Farhadi ganhou dois prêmios Oscar de melhor filme estrangeiro por "A Separação", de 2011, e "O Apartamento", de 2016.
"Parallel Tales", uma história sobre voyeurismo e arte em Paris — com um elenco francês de primeiro escalão —, recebeu críticas decepcionantes após sua exibição em Cannes na quinta-feira.
A revista especializada Screen a classificou como "confusa e superficial", enquanto a Variety a descreveu como "estranhamente confusa".

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