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Em meio à liquidação do banco Master, Galípolo assina manifesto internacional de apoio à independência dos BCs

De acordo com o Banco Central brasileiro, o manifesto, que é divulgado em um momento de tensão também no Brasil, por conta da liquidação do banco Master, "reafirma a autonomia técnica das instituições como pilar central da estabilidade econômica global" (leia mais abaixo).

No texto, os governadores dos bancos centrais enfatizam que a independência institucional é "fundamental para assegurar a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, sempre sob a égide do Estado de Direito e da transparência democrática".

🔎Ao assinar o documento, Gabriel Galípolo posiciona o Brasil ao lado de instituições como: Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), entre outros.

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Nesta segunda-feira (12), o presidente do FED, Jerome Powell, confirmou que o Departamento de Justiça notificou a instituição com intimações de um grande júri e ameaçou apresentar uma acusação criminal relacionada a seu depoimento ao Senado — prestado no ano passado, sobre a reforma de prédios históricos da autoridade monetária.

“Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilização em nossa democracia. Ninguém — certamente nem o presidente do FED— está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, disse Powell, que deixa o cargo em maio, ao fim de seu mandato.

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em novembro do ano passado, o BC decidiu decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado após a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC rejeitar a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília).

Os investigadores do BC e da PF descobriram negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões.

Nesta semana, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC, para "encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questiona a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências". Segundo ele, o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master.

Jerome H. Powell, em imagem de arquivo. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/File Photo

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