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Em nota, Brasil e Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata

O episódio ocorreu em águas internacionais, na altura da Grécia, fora da jurisdição de Israel, segundo o comunicado.

"Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel", diz a nota divulgada pelo Itamaraty.

"Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta", completa o comunicado.

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Em entrevista à TV Globo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou o ato como "hostil" e passível de responsabilização criminal.

"É uma intervenção, é um crime internacional porque houve a interceptação de embarcações em águas internacionais e dois passageiros foram sequestrados para o estado de Israel. Evidentemente, estamos instruindo a nossa embaixada em Israel a prestar assistência consular ao cidadão brasileiro e estamos pedindo imediatamente a libertação e o retorno dele ao Brasil", disse Vieira.

Países cobram 'retorno imediato'

No comunicado conjunto, Brasil e Espanha exigem o "retorno imediato" dos cidadãos com plenas garantias de segurança.

Além disso, os governos cobram que Israel facilite o acesso consular imediato para garantir a assistência e proteção dos detidos.

Na nota, o Itamaraty e o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha também classificaram a detenção como uma ação flagrantemente ilegal. Os países argumentam que o episódio:

  • configura uma afronta ao Direito Internacional;
  • é passível de ação em cortes internacionais;
  • representa um delito nas jurisdições do Brasil e da Espanha.
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