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Em uma semana, guerra no Irã produz efeitos drásticos no Oriente Médio e mensagens contraditórias dos EUA

A veemente expectativa de queda do regime dos aiatolás, exposta no primeiro momento pelo presidente americano já com os bombardeios em andamento, deu vez a um leque de mensagens contraditórias transmitidas nos dias seguintes por ele e seus conselheiros, revelando a falta de um plano consistente para atacar o Irã.

Os primeiros resultados demonstram que o regime não caiu, nem dá sinais de que será derrubado, e indicam que o conflito se prolongará além das “quatro ou cinco semanas” previstas por Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard

“Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã", antecipou Hegseth, ao lado do almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom).

Com mais de mil vítimas e prejuízos incontáveis, a primeira semana do conflito alterou profundamente a ordem do Oriente Médio e a cada dia soma novos atores ao teatro principal.

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Os secretários Marco Rubio, de Estado, e Hegseth, passaram a traçar objetivos mais modestos, como a destruição do programa nuclear, da produção de mísseis e da Marinha iraniana, descartando a queda do regime como meta.

“Estávamos negociando com lunáticos, fanáticos religiosos, e eu descobri que eles iriam atacar primeiro”, alegou o presidente.

As mensagens divergentes desta primeira semana parecem tocar fundo na impopularidade de um novo conflito externo para os americanos, especialmente na base MAGA que sustenta o presidente.

Figuras proeminentes, como os influenciadores Tucker Carlson, Megyn Kelly e Matt Walsh, expuseram fissuras no movimento e condenaram o envolvimento do país no Irã como uma traição aos princípios do lema “América Primeiro”, amplamente propagado por Trump em suas campanhas eleitorais.

Uma guerra prolongada, custosa e com baixas de militares americanos certamente expandirá essa percepção de descontentamento.

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