Se a gente não buscar, na hora de votar, quem for apresentar a melhor proposta, vamos ter mais quatro anos iguais a esses últimos oito. Vamos esquecer plano de governo. O Brasil tem que ter orgulho de ter uma política de Estado. Vamos tentar ter a sociedade civil bem organizada. Se nós não nos organizarmos, a gente vai continuar tendo um plano de governo e depois de quatro anos, muda tudo. Por isso eu peço a vocês, invistam na vida pública, participem ativamente, se possível, colaborem financeiramente nas campanhas. É dentro da lei e é um dever de todos nós participar da vida pública. Vocês são empresários, adotem o deputado federal, adotem o senador, cobrem deles, participem mais ativamente da vida pública brasileira.
João Camargo, fundador da Esfera Brasil
Logo depois subiu ao palco o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, que narrou suas andanças pelo Brasil conhecendo histórias de pequenos empreendedores, os quais muitas vezes abrem negócios para conseguir sobreviver. Ele criticou o Bolsa Família, programa de transferência de renda instituído no primeiro mandato de Lula, em 2003, afirmando que desestimula o trabalhador a buscar outras fontes de renda.
Se você for ver o Brasil hoje, tem a esquerda e direita. Na esquerda, a missão é super bem-intencionada, quer um país com justiça social. Não se discute que a missão é nobre, mas a execução é temerária, é a qualquer preço, e não funciona. Na direita, a missão também é nobre, ter um Estado mais enxuto, livre mercado, um país mais eficiente de fato, mas a gente não pode simplesmente ignorar que vive num país com uma desigualdade abissal. Por que a gente não pode jogar com as duas pernas, ter o melhor dos dois lados? Por que a gente não pode buscar um projeto mais equilibrado, onde a gente cuide das pessoas, gere mais oportunidade, e seja mais eficiente? Não consigo enxergar isso neste momento, que a gente tenha equilíbrio, que a gente consiga falar baixo e ser ouvido. Que a gente consiga discordar no debate e não no ódio.
Luciano Huck, apresentador de TV e empresário
Nos bastidores, o tom era semelhante. A reportagem do UOL conversou com outros quatro empresários sobre as eleições deste ano. Dois não quiseram ser citados nesta matéria, e dois deram entrevista abertamente.
O gaúcho Lírio Parisotto, dono da petroquímica Videolar-Innova, afirmou que gostaria que o Brasil tivesse um presidente empreendedor.
Sonho sempre com um presidente que se ligasse em gestão, porque metade do dinheiro do país acaba na mão do governo, seja municipal, estadual ou federal. É por isso que o governo é tão importante. Como eleitor já com 72 anos, gostaria de poder ver o país com uma gestão boa. Quem é o candidato? Eu não sei quem é o candidato. O que está aí nós já conhecemos. As outras opções são meio complicadas. Eu acho que [a campanha presidencial] ainda está no começo, muita coisa vai mudar.
Lírio Parisotto, empresário

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1 semana atrás
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