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Engenheiro de IA lidera ranking de profissões em alta para 2026; veja o que faz e quanto ganha

Entre os 25 cargos listados, mais da metade envolve o uso intensivo de ferramentas tecnológicas, engenharia ou análise de dados, o que reflete um mercado de trabalho cada vez mais orientado por informação e automação. (veja o ranking abaixo)

Nesse cenário, um cargo se destaca: o de engenheiro de inteligência artificial, que lidera a lista.

  • 📎 A primeira colocação inclui também cargos relacionados, como engenheiro(a) de machine learning, engenheiro(a) de IA generativa e desenvolvedor(a) de IA. Apesar das diferenças nos nomes, essas funções compartilham uma base semelhante e atendem à mesma demanda.

Nos últimos anos, a popularização de soluções baseadas em IA acelerou a adoção da tecnologia por empresas de diferentes setores. O que antes aparecia como teste ou projeto piloto passou a integrar a operação diária.

O engenheiro de inteligência artificial desenvolve e mantém sistemas que utilizam IA em tarefas como análise de grandes volumes de dados, reconhecimento de padrões e previsões. Mais do que criar modelos, atua como elo entre a tecnologia e as necessidades práticas do negócio.

  • 💰 A média salarial de um engenheiro de inteligência artificial no Brasil gira em torno de R$ 8 mil, segundo dados do site Glassdoor. Ainda assim, há vagas que oferecem salários de até R$ 32 mil, especialmente para profissionais mais experientes ou envolvidos em projetos estratégicos.

As estimativas do Glassdoor têm como base salários informados de forma sigilosa por profissionais com esse cargo no Brasil até janeiro de 2026. Na prática, o valor final varia conforme o nível de senioridade, o setor da empresa e a complexidade das soluções desenvolvidas.

O avanço da carreira também aparece nos números. Dados exclusivos do LinkedIn repassados ao g1 mostram que a quantidade de profissionais com o cargo de engenheiro de inteligência artificial cresceu 48% na comparação anual no período analisado pela pesquisa.

“Cargos diretamente ligados à tecnologia têm ganhado protagonismo porque atendem a uma demanda crescente por eficiência, automação e controle de risco”, diz Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil.

Segundo ele, a inteligência artificial deixou de ser exclusiva de áreas técnicas e passou a integrar o cotidiano de diferentes profissões. “Mais do que dominar ferramentas específicas, espera-se que os profissionais saibam integrar essas tecnologias ao trabalho, avaliando impactos, ganhando produtividade e criando soluções inovadoras.”

Odri conclui que esse cenário também impõe um desafio relevante: ampliar o acesso à qualificação em IA e garantir que a transformação tecnológica seja acompanhada de inclusão e desenvolvimento profissional em larga escala.

➡️ Abaixo, confira o ranking completo:

  1. Engenheiro(a) de Inteligência Artificial
  2. Auxiliar de Enfermagem
  3. Planejador(a) Financeiro(a)
  4. Consultor(a) Regulatório(a)
  5. Geofísico(a)
  6. Engenheiro(a) de Segurança de Processo
  7. Gerente de Sucesso do Cliente
  8. Cientista Agrícola
  9. Analista de Investimentos
  10. Engenheiro(a) de Confiabilidade
  11. Especialista em Dados
  12. Técnico(a) em Microbiologia
  13. Coordenador(a) de Pesquisa Clínica
  14. Gerente de Relações
  15. Gerente de Desenvolvimento de Negócios
  16. Líder de Produção
  17. Auditor(a) Interno(a)
  18. Gerente de Logística
  19. Recrutador(a)
  20. Gerente de Instalações (Facilities)

A pesquisa do LinkedIn aponta que as cidades com o maior número de vagas para engenheiros de IA são São Paulo, Florianópolis e Recife, polos que reúnem empresas de tecnologia, centros de inovação e oferta de mão de obra qualificada.

Mas o caminho até o cargo costuma ser gradual. Antes de assumir a função, os profissionais geralmente passaram por áreas como engenharia de software, ciência de dados ou engenharia de dados. O tempo médio de experiência antes da contratação é de 3,6 anos, segundo o LinkedIn.

Outro fator que pesa na atratividade da carreira é a flexibilidade. Do total de vagas, 63,55% são remotas, enquanto 13,55% funcionam em modelo híbrido, ampliando as possibilidades para profissionais fora dos grandes centros.

  • 🔎 O levantamento também mostra que o avanço do trabalho remoto e híbrido ocorre de forma desigual. Ele é mais comum em cargos de tecnologia, dados, marketing e planejamento, enquanto funções industriais, laboratoriais e operacionais seguem majoritariamente presenciais.

Apesar da expansão, o avanço da IA também evidencia desafios como a baixa participação feminina. Em 2025, apenas 10,58% das contratações para o cargo de engenheiro de IA foram de mulheres, ante 89,42% de homens.

O dado aponta para questões estruturais, relacionadas ao acesso à formação técnica e à permanência de mulheres em carreiras tecnológicas ao longo do tempo.

Além da IA, aparecem em alta cargos ligados à análise de dados, confiabilidade, segurança de processos e eficiência energética — funções que dão suporte a decisões mais precisas e à redução de riscos nas empresas.

Mesmo com a tecnologia no centro das transformações, o ranking não se limita a esse universo. A área da saúde aparece com força, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela ampliação dos serviços de diagnóstico e pelo avanço das pesquisas clínicas no Brasil.

Já nas áreas de finanças e gestão, ganham destaque cargos voltados ao planejamento, à análise de cenários e ao apoio a decisões de longo prazo — sinal de que as empresas também buscam profissionais capazes de organizar recursos e atuar em ambientes econômicos mais instáveis.

Como o ranking foi elaborado

A lista “Empregos em alta” foi elaborada a partir de dados do Gráfico Econômico do LinkedIn, que analisou milhões de vagas ocupadas por usuários da plataforma entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de julho de 2025.

Para entrar no ranking, os cargos precisaram apresentar crescimento consistente na base de usuários, volume relevante de vagas anunciadas no último ano e avanço significativo até 2025.

Estágios, trabalhos temporários e funções concentradas em poucas empresas foram excluídos da análise. Funções semelhantes, com diferentes níveis de senioridade, foram agrupadas.

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