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Entorno de Lula vê Caiado sem espaço para crescer em campanha após desistência de Ratinho Jr.

O entorno do presidente Lula (PT) tem minimizado a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), de se candidatar ao Planalto. Os aliados do petista já esperavam o movimento, e mantêm a avaliação de que a disputa poderá ser encerrada no primeiro turno.

Petistas já apostavam em uma desistência de Ratinho Junior porque avaliavam que, entrando em uma disputa pela Presidência da República, ele colocaria em risco o capital político de seu grupo no Paraná. Os movimentos do senador Sergio Moro para disputar o governo paranaense pelo PL influíram na decisão.

Secretários próximos a Ratinho e dois aliados afirmaram à Folha que o fato principal para a desistência foi a resistência de familiares do governador, contrários à exposição que ocorreria em uma disputa nacional. O pai do governador é o apresentador de televisão e empresário Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que se opunha à candidatura. As filhas dele também tentavam demovê-lo da ideia.

O mais provável é que a pré-candidatura do PSD seja assumida pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Os aliados de Lula acreditam que Caiado ficará sem espaço junto ao eleitorado. A avaliação é que a disputa ficará polarizada entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na avaliação de aliados de Lula, a desistência de Ratinho Junior deixa o eleitorado do Paraná em disputa. Se fosse candidato ao Planalto, o governador poderia dominar o cenário político paranaense e dificultar a campanha dos concorrentes.

Os setores do entorno de Lula adeptos desse raciocínio avaliam que, em solo paranaense, uma candidatura de Ratinho prejudicaria mais Flávio do que o presidente da República. O eleitorado do estado tende à direita e deverá dar a maioria de seus votos ao filho de Jair Bolsonaro na ausência de Ratinho.

Outra consideração feita por lulistas é que Caiado tende a fazer ataques mais fortes a Lula do que Ratinho Junior. Isso, por um lado, aumentaria o desgaste do petista. Por outro, poderá fazer com que uma fração dos eleitores que rejeitam a esquerda migre de Flávio Bolsonaro para o candidato do PSD.

Apesar disso, o grupo político do petista ainda aguarda os próximos movimentos do presidente do PSD, Gilberto Kassab. O entorno de Lula ainda não tem certeza que haverá um candidato pessedista na disputa pelo Palácio do Planalto.

Na nota em que anunciou que não seria candidato, na segunda-feira (23), Ratinho Junior disse que concluirá seu mandato como governador e que, depois, voltará a trabalhar no setor privado.

Apesar disso, afirmou que continuará à disposição do PSD "para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens", citando em seguida como objetivos alcançar menos burocracia, endurecimento de leis criminais e fortalecimento do agronegócio.

Além de Ratinho Junior, agora fora da disputa, e de Caiado, o PSD também tem o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como possível candidato a presidente.

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