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Entrada na Bolsa de líder global em robôs sela vitória da China sobre EUA

O que une os dois episódios é a distância entre as duas companhias. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz discutem por que a China virou líder da "IA com braços e pernas" e o que isso muda na indústria.

A Unitree, ano passado, vendeu 5.500 robôs. Ela é responsável por vender 30% dos robôs humanoides no mundo inteiro. Ela é o expoente do que a gente pode dizer de avanço de inteligência artificial com braços e pernas. E ela exemplifica o que a China quer com a robótica. [...] A Unitree vai entrar na Bolsa com o objetivo de captar 4,7 bilhões de yuan, que dá mais ou menos US$ 600 milhões. Quando a gente compara com os US$ 39 bilhões que a Figure AI já tem de avaliação hoje, sendo uma empresa fechada, você pensa que essa empresa chinesa é minúscula. O ponto é que ela já vende robôs, e ela vende robôs a um preço barato.
Helton Simões Gomes

Enquanto isso, a Figure AI vendeu cerca de 150 unidades, em sua maioria para uma fábrica da BMW, apesar do peso de investidores como Tesla, Qualcomm, Nvidia, Salesforce e o braço de investimentos da Intel.

A situação das duas representa o abismo que separa Estados Unidos e China.
Helton Simões Gomes

A Unitree é símbolo de uma estratégia mais ampla, diz Cortiz. A robótica humanoide chinesa é abastecida por uma cadeia de suprimentos -peças, semicondutores e chips-, além de recorrer a tecnologias de rede, como o 6G. Tudo isso permite dar mais autonomia e a esses robôs.

Fora isso, os robôs da Unitree são mais baratos que os da sua contraparte norte-americana. A Figure AI fala em cobrar US$ 27 mil por unidade, enquanto a chinesa tem modelos vendidos por US$ 13 mil e planos de baixar para US$ 6 mil.

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