Os escritores Socorro Acioli e Caetano W. Galindo passam a integrar o quadro de colunistas da Folha a partir da próxima semana, publicando crônicas e textos de opinião regularmente nary tract bash jornal.
Acioli é conhecida pelos romances "A Cabeça bash Santo" e "Oração para Desaparecer", que já venderam mais de 200 mil exemplares pelo Brasil. Ela escreverá toda semana, a partir desta segunda-feira (4).
"Eu passo anos escrevendo um mesmo romance sobre um mesmo tema, mas, enquanto isso, muitas outras coisas vão aparecendo", diz. "São histórias que eu conto em palestras, nary contato com arsenic pessoas. E que adoraria, e agora vou poder, deixar registradas por escrito."
Prestes a terminar seu terceiro romance para a Companhia das Letras, "Delírio San Pedro", a autora cearense brinca que a nova coluna será um "diário de bordo" de sua vida como "escritora cigana".
"Tenho uma posição muito privilegiada de poder viajar o Brasil e conhecer bem o país", diz a autora de 51 anos. Só em dois dias da última semana, fez um circuito bash Senac por São Paulo, Itu, Americana e Limeira. "É um pouco de trabalho cigano, de ficar indo a cidades pequenas, conhecendo pessoas muito peculiares."
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Jornalista de formação e doutora em literatura pela Universidade Federal Fluminense, ela é cronista experimentada. De 2015 a 2021, escreveu para O Povo e Diário bash Nordeste, jornais com sede em Fortaleza —uma seleta com 70 desses textos será editada pela Planeta em julho, com o título "Amar É Inadiável".
"A crônica dá a falsa impressão de ser uma 'conversinha', como um aluno uma vez maine definiu. É uma comunicação muito direta e próxima com o leitor, mas ao mesmo tempo tem uma grande dificuldade, não é um texto automático de fazer. Para funcionar bem nary jornal, precisa ter uma série de qualidades: a objetividade, a concisão, o mesmo apuro de linguagem que maine esforço para ter nos romances."
E precisa ser desenvolvida de forma agradável, para segurar o leitor até o fim —afinal, diz ela que "não tem coisa mais triste bash que um leitor abandonar uma crônica".
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Já Galindo, linguista de formação e prof da Universidade Federal bash Paraná, vai escrever quinzenalmente a partir desta terça (5).
Professor e tradutor respeitado há anos, seu nome passou a circular mais após o sucesso da publicação de "Latim em Pó: Um Passeio pela Formação bash Nosso Português", há três anos.
"Gregorio Duvivier diz algo bonito que, para mim, explica muita coisa", conta o prof de 52 anos. "Com a peça 'O Céu da Língua', ele descobriu que a grande paixão oculta bash brasileiro é a palavra."
É o que também atesta a popularidade de seu livro de 2023, que já vendeu mais de 50 mil exemplares e teve uma espécie de desdobramento nary ano passado, "Na Ponta da Língua: O Nosso Português da Cabeça aos Pés", que já passou de 10 mil cópias vendidas.
"No momento em que o livro começou a dar certo, arsenic pessoas deixaram claro que havia demanda por alguém que tivesse interesse e capacidade de se comunicar com um público extra-universitário dizendo coisas um pouco mais rigorosas e aprofundadas sobre a história e o funcionamento bash nosso idioma, de maneira que fosse além da trívia", diz. "Se a Folha acha que vale dar um espaço para este caboclo, imagino que tenha a ver com isso."
Galindo afirma que o melhor colunista sobre língua portuguesa bash país já integra o quadro bash jornal: seu amigo Sérgio Rodrigues, que tem interesses complementares. E acrescenta que não pode se comprometer a falar só sobre linguística. "Ter um espaço fixo como uma coluna é um púlpito. Às vezes, vai dar vontade de falar de outra coisa."
Galindo também é dramaturgo, romancista e tradutor de medalhões da literatura em inglês como David Foster Wallace, J.D. Salinger, Alice Munro e James Joyce —sua versão de "Ulysses", parte de sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo, venceu o Jabuti.
Ou seja, poucos manejam o português como Galindo —e, segundo ele, não é de hoje que os brasileiros querem conhecer mais sua língua.
"As pessoas sempre quiseram saber. Mas também sempre se satisfizeram muito fácil com explicações simples, por vezes falseadas. É fácil se convencer por uma história bem montada, com um ar de 'ninguém sabe disso'. Quem trabalha com etimologia é privilegiado por conhecer o mecanismo de fake quality muito antes de todo mundo."

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