Um trem de passageiros colidiu com um guindaste nesta quinta-feira (22), perto de Cartagena, no sudeste da Espanha, deixando "vários feridos leves", informou à AFP a companhia ferroviária nacional Renfe. Foi o quarto acidente ferroviário no país em menos de uma semana.
A gestora da rede ferroviária espanhola, Adif, anunciou que o serviço foi retomado aproximadamente 1h30 após o acidente. Contatados pela AFP, os serviços regionais de emergência confirmaram que foram chamados às 12h04 para atender a um acidente na cidade de Alumbres, que resultou em "vários feridos leves", mas não forneceram um número exato.
Esta colisão ocorre em um momento em que a segurança do sistema ferroviário espanhol é questionada, após dois acidentes graves deixarem 44 mortos desde domingo (18). O primeiro foi o desastre em Adamuz, na Andaluzia, onde pelo menos 43 pessoas morreram na noite de domingo na colisão de dois trens de alta velocidade. As causas da tragédia estão sendo investigadas. O número de mortos permanece provisório, enquanto as equipes de resgate procuram por outros corpos nos destroços.

Dois trens de alta velocidade descarrilam e deixam mortos na Espanha
Dois dias depois, na Catalunha, um trem metropolitano que seguia para Barcelona colidiu com os destroços de um muro de contenção que desabou sobre os trilhos, perto da pequena cidade de Gelida. O condutor morreu e outras cinco pessoas ficaram gravemente feridas. Chovia forte no momento do acidente, na noite de terça-feira.
Foto tirada em 21 de janeiro de 2026 mostra a colisão do trem — Foto: AFP
Equipes de emergência atuam após um trem de passageiros descarrilar na região de Barcelona, em 20 de janeiro de 2026 — Foto: AP Photo/Joan Mateu Parra
Greve de maquinistas em fevereiro
Ele disse que queria "atender às reivindicações" dos maquinistas, mas esperava que a greve fosse cancelada. O país ainda lamentava as vítimas do desastre do trem Adamuz na quarta-feira, o segundo dia de um período de luto nacional de três dias.
Trens descarrilaram na Espanha e deixam mortos — Foto: Reprodução X
Na quarta-feira, a oposição atacou o governo de esquerda do primeiro-ministro Pedro Sánchez, denunciando investimentos insuficientes na rede ferroviária nacional. O líder socialista prometeu "transparência absoluta" em relação à tragédia de Adamuz.
Com 4.000 quilômetros de trilhos, a rede ferroviária espanhola de alta velocidade é a segunda maior do mundo, depois da China, e um motivo de orgulho do país. A Espanha, segundo destino turístico mais popular do mundo, não registrava acidentes graves envolvendo trens desde 2013, quando um descarrilamento matou 80 pessoas perto de Santiago de Compostela (noroeste).

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