Mas, à medida que a guerra entre os EUA, Israel e o Irã se intensificou nas últimas duas semanas, os iranianos receberam mensagens muito diferentes sobre o que pode acontecer se eles tomarem alguma atitude.
No início desta semana, o chefe de polícia do Irã, o general Ahmadreza Radan, alertou que suas forças tratariam qualquer pessoa que fosse às ruas "a pedido do inimigo" como um "inimigo".
Em outro momento, um apresentador do Canal Três da televisão estatal iraniana dirigiu-se aos opositores da República Islâmica e àqueles que consideram protestar contra o governo.
Em 8 de março, a Procuradoria-Geral do Irã emitiu um comunicado alertando os iranianos que vivem no exterior de que, se cooperarem com o que descreveu como "inimigos hostis", poderão enfrentar punições severas.
Citando a lei iraniana sobre a "intensificação da punição por espionagem e cooperação com Israel e países hostis", o comunicado enfatizou que qualquer "atividade operacional, cooperação de inteligência ou espionagem" para tais países pode resultar não apenas na confiscação de bens, mas também na pena de morte.
Essas ameaças são um forte lembrete das ameaças enfrentadas pelos iranianos caso protestem contra o governo.

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'Tomem seu destino pelas próprias mãos'
Apesar disso, algumas lideranças fora do Irã tentam encorajar os iranianos a tomarem medidas contra o governo em um momento de fraqueza do regime.
Pahlavi também se dirigiu a membros das forças militares e de segurança do Irã, dizendo: "Esta é a última oportunidade para vocês se separarem das forças da repressão e se unirem ao povo."
Seu apelo veio no momento de intensificação da segurança dentro do Irã. Com a continuidade do bloqueio da internet, postos de controle foram instalados em vários bairros e ruas.
Os funerais dos comandantes iranianos mortos nos primeiros dias da guerra ocorreram em Teerã na quarta-feira — Foto: Getty Images via BBC
Na quarta-feira, a agência de notícias semioficial iraniana Fars, próxima à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), alegou que drones israelenses alvejaram vários postos de controle em Teerã. A agência afirmou que vários militares foram mortos nos ataques e, citando fontes não oficiais, disse que "cerca de 10" pessoas morreram.
A Fars citou uma fonte que alegou que a operação tinha como objetivo enfraquecer a presença de segurança em Teerã e criar condições para distúrbios ou protestos antigovernamentais. O relatório também alegou que a operação envolveu "monarquistas", referindo-se aos apoiadores de Pahlavi.
Com a continuidade dos ataques militares, crescem as preocupações com as baixas civis e o aumento das tensões no Oriente Médio. Vários observadores alertaram sobre as consequências mais amplas da guerra para a vida dos civis, a segurança regional e os mercados globais de energia.
As mensagens rivais dão uma ideia da intensa pressão que paira sobre os iranianos.
As autoridades dentro do país alertam contra qualquer dissidência, enquanto vozes no exterior encorajam os iranianos a enxergarem o momento como uma oportunidade de mudança.

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3 dias atrás
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