
A Copa do Mundo de 2026 será a 'mais rica da história', segundo um estudo divulgado nesta semana pela consultoria Sports Value.
Pela primeira vez, o mundial de futebol terá a participação de 48 seleções e será disputado, em junho e julho, em três países: Estados Unidos, Canadá e México.
Dados da Fifa projetam uma receita total de US$ 10,9 bilhões, aumento de 56% em relação à Copa do Mundo de 2022 no Catar. A Sports Value afirma que o torneio será 'um marco econômico no mundo do esporte'.
Entre os patrocinadores oficiais da Fifa, entre globais e locais, estão marcas como Adidas, Budweiser (AB Inbev), Coca-Cola, Diageo, Dove (Unilever), Hisense, Hyundai/Kia, Lenovo, Qatar Airways, Visa, Lay's, McDonald's, Verizon e Visa, entre outras.
Até por esses motivos, muitos anunciantes (patrocinadores oficiais ou não) e muitas agências têm olhado para o torneio com olhos mais do que atentos para oportunidades que surgirão durante o ano.
No final de 2025, três estudos diferentes abordaram o tema — e de diferentes formas:
- 'A Era dos Fandoms - Modo Torcida', da Monks;
- 'O Brasileiro e a Copa: Mídia, Influência e Consumo', produzido pela Resenha Digital Clube e Data-Makers, e
- 'Football Match Report', feito pela 94 Marketing & Football ao lado do Grupo Fala e Opinion Box.
A newsletter UOL Mídia e Marketing uniu os três documentos e destacou os principais insights de cada. Confira:
'A Era dos Fandoms - Modo Torcida'
O relatório produzido pela agência Monks evidencia o que chama de 'virada estrutural' no consumo de conteúdo esportivo: a autoridade sobre a narrativa do futebol migrou para o ambiente digital.
Com uma amostra de mil torcedores de todas as regiões do país, o estudo apontou quatro identidades do torcedor:
- 'muito além do placar': nele, o vínculo torcedor vai além da performance esportiva e se ancora em estéticas, valores e posicionamento. Aqui, o futebol até importa pouco;
- 'torcida íntima': um torcer silencioso, mediado por telas, cortes, lives e podcasts.
- 'bagunça core': aqui, o futebol aparece como entretenimento. Tudo é motivo para festa, caos criativo e imaginação coletiva, impulsionado por memes, improvisos e microdramas.
- 'neo-fanáticos': são aqueles que vivem o clube/seleção como um ecossistema total. A intensidade é identidade: três em cada quatro deles afirmam que o ato de torcer é 'essencial para quem são'. Um dado interessante: 35% desses 'super-fãs' consideram criadores de conteúdo e podcasters mais relevantes que narradores tradicionais como fonte de informação e análise.
'O Brasileiro e a Copa: Mídia, Influência e Consumo'
O estudo encomendado pelo Resenha Digital Clube à Data-Makers mapeou expectativas do público, comportamento de mídia e consumo, além de marcas e influenciadores mais associados com a competição.
A pesquisa, que também ouviu cerca de mil fãs de esporte de diversas classes e regiões, aponta que 95% deles pretendem assistir à Copa - e 8 em cada 10 planejam acompanhar os jogos com a mesma (ou maior) intensidade do que na edição anterior.
A relação com as marcas participantes do torneio é extremamente positiva: 56% dos fãs vão preferir comprar marcas associadas ao evento. No top of mind de marcas, Adidas (12%) e Nike (10%) lideram, demonstrando a força do material esportivo na percepção do público.
Sete em cada 10 dos entrevistados afirmaram que devem consumir mais produtos e serviços devido à Copa: nesse sentido, o estudo aponta um aumento nas visitas a bares e restaurantes (76%), no consumo de snacks (72%), doces e chocolates (66%), carnes (60%), bebidas não-alcoólicas (60%) e alcoólicas (54%).
A creator economy também dominará espaços: mais de 50% dos ouvidos no estudo afirmam 'considerar comprar um produto indicado por um influenciador de quem gostam'.
Os tipos de influenciadores mais valorizados são ex-atletas ou técnicos profissionais (31%) e jornalistas especializados (19%), embora nativos de redes sociais (15%) e humoristas (14%) também se destaquem.
'Football Match Report'
A pesquisa conduzida pela 94 Marketing & Football, em parceria com o Grupo Fala e a Opinion Box, mostrou que 53% dos brasileiros já compraram produtos influenciados por campanhas ligadas ao esporte, sendo que outros 22% demonstraram interesse em fazê-lo.
Realizado em outubro, com mais de 2 mil entrevistados em todo o país, a pesquisa também aponta que 94% dos brasileiros têm vínculo emocional com o futebol.
O estudo ainda indica que as campanhas mais eficazes são as que 'combinam emoção, propósito e benefício real': 45% dos entrevistados disseram preferir ações com brindes ou promoções, 43% se conectam com campanhas de humor e emoção, e 68% valorizam marcas que expressam valores positivos, como inclusão e criatividade.
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