1 hora atrás 2

EUA afirmam ter atingido um navio comercial que tentava romper o bloqueio e chegar ao Irã

O navio cargueiro Lian Star, de bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite, enquanto tentava entrar em um porto iraniano, segundo o Comando Central. O navio permanece à deriva no Golfo de Omã e as forças americanas ainda não o abordaram, afirmou um oficial americano com conhecimento da situação, que falou sob condição de anonimato para discutir operações militares.

Com essa última ação, as Forças Armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, informou o Comando Central.

Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio em 17 de abril em resposta ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, após o início da guerra no Oriente Médio com ataques conjuntos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril. Agora, a região aguarda notícias sobre a possibilidade de um acordo para estendê-lo por 60 dias, enquanto negociações sobre o controverso programa nuclear iraniano são realizadas.

Agora no g1

Agora no g1

Os eventos no Estreito de Ormuz, uma importante via navegável entre o Irã e Omã, abalaram a economia global. Carregamentos de quantidades significativas de petróleo, gás natural e suprimentos relacionados, como fertilizantes, estão em grande parte retidos, aumentando a pressão sobre consumidores e produtores de alimentos.

O bloqueio dos EUA busca limitar os próprios carregamentos do Irã e enfraquecer ainda mais seu acesso a capital, agravando os problemas de sua economia já fragilizada.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com assessores na sexta-feira (29), mas ainda não decidiu se avançará com um acordo para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito. O Irã afirmou que o acordo ainda não foi finalizado.

O tráfego comercial continuou fluindo discretamente pelo estreito, apesar das alegações do Irã de que precisa aprovar qualquer trânsito, embora em um volume muito menor do que antes da guerra.

“Qualquer violação dessas regulamentações colocará em sério risco a segurança da passagem”, afirmou o comando militar conjunto do Irã em um comunicado divulgado no sábado pela TV estatal, alertando que qualquer embarcação militar que tentar interferir será alvejada.

O Irã chegou a cobrar pedágios de até US$ 2 milhões pelo trânsito, o que especialistas consideram uma violação de um princípio do comércio marítimo internacional: a liberdade de navegação pacífica.

O vice-primeiro-ministro do Catar, Sheikh Saoud bin Abdulrahman bin Hassan bin Ali Al Thani, disse no sábado que o país do Golfo se opõe à cobrança de taxas de trânsito, “mas em certos casos, quando alegarem que usarão a taxa para desminagem ou algum outro fim temporário, isso é algo negociável e pode ajudar o trânsito pelo Estreito de Ormuz a retornar à normalidade”. O funcionário americano havia declarado anteriormente à Associated Press que os EUA não encontraram nem destruíram nenhuma mina no estreito.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro