A imprensa e observadores do nicho apontam para uma possível escassez no futuro próximo, em virtude da intensidade dos ataques perpetrados pelos dois países nos últimos seis dias, atingindo várias partes do Oriente Médio.
Em resposta, o governo dos Estados Unidos descartou na quinta-feira (5) que possam faltar "vontade ou material" na sua chamada Operação Fúria Épica contra o regime dos aiatolás.
Os mísseis antibalísticos servem para proteger bases e navios militares de ataques, interceptando drones e mísseis. Em menos de uma semana, o Irã lançou mais de 2 mil drones contra alvos americanos no Oriente Médio ou aliados dos EUA na região, segundo informações do Pentágono citadas pela imprensa americana.
INFOGRÁFICO - Arsenal do Irã disparado em ataques a países do Golfo Pérsico. — Foto: Arte/g1
Ao lado de Hegseth, o almirante Brad Cooper, comandante supremo das forças americanas no Oriente Médio, argumentou, por sua vez, que os ataques iranianos com mísseis diminuíram em 90% desde o primeiro dia de guerra. Já os ataques com drones caíram 83%.
Drones baratos, defesa cara
Mas, enquanto a reposição de mísseis americanos de defesa exige tempo e altos volumes de recursos, os drones iranianos são relativamente baratos e substituíveis. A mesma tática já foi adotada pela Rússia, que vem usando um modelo persa contra a Ucrânia.
Além disso, as preocupações ultrapassam o sistema de defesa da guerra no Oriente Médio. A Casa Branca também alimenta os sistemas de defesa em outros epicentros de tensão geopolítica, incluindo a própria Ucrânia e Taiwan, onde a China vem aumentando a pressão militar.
Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot. — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies
Fontes anônimas ouvidas pelo jornal americano Washington Post afirmaram que os Estados Unidos poderiam ter que, dentro de dias, começar a escolher quais alvos proteger de novos ataques.
Para o comissário da Defesa da União Europeia (UE), Andrius Kubilius, os Estados Unidos "não serão capazes de fornecer mísseis suficientes" simultaneamente aos países do Golfo, à Ucrânia e às suas próprias forças armadas.
Mísseis Patriot — Foto: Kayan Albertin/Editoria de Arte g1
A Polônia, cujo espaço aéreo foi adentrado por drones russos em setembro, é uma das apostas para o setor, uma vez que é a maior beneficiária de um programa de crédito da União Europeia (UE) para este fim.
O Pentágono vem também buscando acelerar a produção doméstica de mísseis. Em janeiro, fechou um acordo com o seu maior fornecedor, a Lockheed Martin, para mais do que triplicar a capacidade de entrega anual de interceptores em sete anos, passando de 600 para 2 mil.

Trump fala em guerra de até 5 semanas
Diante de novos ataques retaliatórios pelo Irã contra o Oriente Médio, Hegseth alertou que os bombardeios estavam "prestes a aumentar drasticamente". Já as forças armadas de Israel anunciaram nesta manhã que haviam iniciado "uma onda de ataques em grande escala" contra Teerã, a capital iraniana.
Só nas cem primeiras horas de guerra contra o Irã, os EUA gastaram pelo menos 3,7 bilhões de dólares – ou seja, quase 900 milhões de dólares ao dia –, de acordo com uma análise do independente Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).
Cerca de 1,7 bilhão de dólares foi investido em interceptores aéreos, como o sistema Patriot, enquanto outros 1,5 bilhão de dólares foram destinados a mísseis e outras munições defensivas.
A previsão é que, no caso do Irã, os custos comecem a cair à medida que as forças americanas optem por usar munições menos caras e o Irã reduza o ritmo de lançamento de drones e mísseis. Com base em campanhas aéreas passadas, o CSIS estima que custará mais de 3 bilhões de dólares aos EUA para repor o estoque de munições gastas na guerra.
Já nas operações no Caribe que resultaram na captura de Nicolás Maduro em janeiro, o custo estimado foi de 31 milhões por dia, ou seja, quase trinta vezes menos do que no Irã.

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19 horas atrás
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