Em nota, o Fórum afirmou que a medida é uma decisão soberana do governo norte-americano e diz respeito à forma como os EUA pretendem lidar, dentro de seus próprios parâmetros jurídicos e legais, com os impactos transnacionais das organizações criminosas.
Apesar disso, lamentou que um tema com “implicações profundas” para a soberania e autonomia do Brasil, além de possíveis efeitos sobre a economia, o sistema financeiro e mecanismos de cooperação regional e internacional, tenha sido “capturado pela disputa eleitoral”.
Segundo o Fórum, a medida vem sendo incentivada como solução para um problema “bem mais complexo”, sem considerar os riscos de iniciativas unilaterais de outros países para uma economia do porte da brasileira.
A entidade destacou ainda que Brasil e Estados Unidos mantêm uma longa tradição de cooperação policial, especialmente na troca de informações de inteligência e no combate à lavagem de dinheiro, e afirmou que este trabalho coordenado deve continuar.
O Fórum também criticou o apoio de políticos brasileiros à classificação das facções como organizações terroristas. Para a entidade, esse posicionamento revela “visões reducionistas” sobre o enfrentamento ao crime organizado e ignora desafios considerados centrais pelo poder público, como a retomada de territórios dominados por facções e a regulação de setores usados por grupos criminosos, entre eles fintechs, apostas esportivas e criptoativos.
Por que o PCC não é considerado terrorista no Brasil
O que define um grupo terrorista?
A Lei Antiterrorismo brasileira (Lei 13.260/2016) define terrorismo como a prática de atos violentos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, motivados por razões de xenofobia, religião, ideologia política ou preconceito.
Ou seja, a motivação é o que diferencia um grupo terrorista de uma facção criminosa. Terroristas costumam buscar fins ideológicos ou políticos, enquanto facções como o PCC visam o lucro, especialmente por meio do tráfico de drogas, armas e crimes financeiros.
Como o PCC é tratado legalmente no Brasil?
O PCC é considerado uma organização criminosa nos termos da Lei 12.850/2013, que trata especificamente de grupos com estrutura hierárquica voltada à prática de crimes. Essa lei permite ações como interceptações telefônicas, delações premiadas e acordos de cooperação internacional — muitas vezes usadas para combater a facção.
Alguns países, como os Estados Unidos, mantêm uma lista própria de organizações terroristas internacionais, mas até o momento o PCC não integra essa relação. No entanto, relatórios de inteligência internacionais já classificam a facção como uma ameaça transnacional e recomendam monitoramento constante.
O que o governo federal pensa?
Segundo o secretário nacional da Segurança Pública, Mario Sarrubbo, as facções não se encaixam na definição de terrorismo, nos termos da Constituição Brasileira.
“O conceito de terrorismo é diverso, na medida em que estas organizações criminosas não têm qualquer viés ideológico, não têm qualquer viés político, religioso, não querem mudar o sistema, muito pelo contrário, que elas pretendem a prática de infrações penais, lavagem de dinheiro. O Brasil hoje padece, como de fato vários países do mundo padecem, com esse problema das organizações criminosas”, afirmou o secretário.
Assim, de acordo com o direito brasileiro, não seria adequado classificar essas organizações como organizações terroristas.
Por que a designação importa?
A classificação como grupo terrorista pode ativar leis específicas, penas mais severas, bloqueio de recursos financeiros e cooperação internacional mais rápida. No entanto, especialistas alertam que usar essa designação sem critérios claros pode ser problemático, com risco de banalização do conceito e abuso contra determinados grupos sociais.
Presos fazem rebelião na Penitenciária de Junqueirópolis, em São Paulo, em 14 de maio de 2006. O motim começou às 7 da manhã, quando familiares entravam para a visita. Os rebelados subiram no telhado e prenderam faixas na caixa d´água com os dizeres: 'PCC, paz, justiça e liberdade' e 'Contra a Opressão' — Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo/Arquivo
Veja como estão distribuídos integrantes do PCC pelo mundo — Foto: Arte/g1 Design

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