2 semanas atrás 1

EUA na Venezuela, balança comercial do Brasil, PMI industrial dos EUA

Operação dos EUA na Venezuela deve ter impacto no petróleo e no dólar

  • A ação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro no sábado (4), deve afetar os mercados hoje. O dólar tende a subir contra o real, com investidores estrangeiros retirando capital de países emergentes da América Latina em momentos de conflito geopolítico na região.
  • O Ibovespa também deve sentir pressão negativa, com aversão ao risco pelo chamado "contágio geográfico", quando investidores globais reduzem exposição a ativos de países vizinhos a áreas de conflito.
  • O petróleo deve registrar volatilidade. Apesar da tensão militar inicial poder causar alta momentânea, deve haver uma queda estrutural nos preços ao longo de 2026. A perspectiva de um governo de transição tutelado pelos EUA pode reabrir a produção venezuelana e aumentar a oferta global de petróleo. A Opep+ manteve os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026, criando um piso para as cotações no curto prazo. Ativos considerados "portos seguros", como o ouro, devem subir.

Governo divulga balança comercial de dezembro

  • O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga hoje, às 15h a balança comercial de dezembro de 2025. A expectativa é de superávit de US$ 7 bilhões no mês, consolidando o saldo anual em cerca de US$ 65 bilhões. O resultado representa queda de 13% em relação ao recorde de US$ 74 bilhões de 2024.
  • As projeções indicam exportações próximas a US$ 29 bilhões e importações de US$ 22 bilhões em dezembro. Dados parciais até a terceira semana já mostram superávit de US$ 5,2 bilhões.
  • A desaceleração no saldo anual reflete principalmente a queda nos preços internacionais das commodities e o aquecimento da economia doméstica, que impulsionou as importações ao longo de 2025.

PMI industrial dos EUA deve manter setor manufatureiro em contração

  • O PMI Industrial ISM de dezembro, divulgado às 12h, deve ficar em 48,3 pontos, próximo aos 48,2 de novembro. O resultado manteria a manufatura americana em contração pelo terceiro mês seguido, já que leituras abaixo de 50 pontos indicam retração da atividade.
  • Essa combinação sugere estagflação no setor: produção estagnada com custos em alta. Para o Federal Reserve, a situação complica a estratégia de juros, já que a inflação persistente nos custos dificulta cortes mais agressivos, mesmo com atividade econômica mais fraca.
Continua após a publicidade

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (2):

  • Dólar: -1,18%, a R$ 5,424
  • B3 (Ibovespa): -0,36%, aos 160.538,69 pontos.

Queremos ouvir você

Tem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro