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Ex-embaixador do Reino Unido nos EUA envolvido no caso Epstein é levado de casa pela polícia

A informação foi noticiada em primeira mão pelo jornal britânico "The Times". Procurada para confirmação, a Polícia Metropolitana de Londres confirmou a prisão de um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta em cargo público, mas protegeu sua identidade e não confirmou que é Peter Mandelson, assim como no dia da detenção do ex-príncipe Andrew.

"Agentes prenderam um homem de 72 anos sob suspeita de má conduta em cargo público", disse a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado referente a uma investigação sobre um ex-ministro do governo.

O diplomata, que tem 72 anos, está sendo investigado criminalmente pela polícia desde o começo do mês, depois que arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicaram que ele recebeu dinheiro de Jeffrey Epstein e vazou documentos sigilosos do governo britânico.

Mandelson, que é casado com um brasileiro, renunciou ao cargo que tinha no Parlamento britânico depois que o escândalo veio à tona.

O ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, no dia 14 de fevereiro, após começar a ser investigado — Foto: REUTERS/Chris Ratcliffe

Caso abalou o governo britânico

Foi o premiê quem nomeou Mandelson, pivô do escândalo do caso Epstein no Reino Unido — documentos revelaram que ele recebeu dinheiro do empresário, condenado por comandar rede de tráfico sexual e abuso de menores.

"Jamais abandonarei o mandato que me foi confiado para mudar este país", disse Starmer a jornalistas nesta terça. "Jamais abandonarei o povo pelo qual tenho a responsabilidade de lutar, e jamais abandonarei o país que amo".

Keir Starmer — Foto: REUTERS/Jaimi Joy

A baixa popularidade de Starmer – na casa dos 18% – já trazia fragilidade para o governo. O caso Epstein e o erro na escolha de Mandelson, abalaram ainda mais a credibilidade do primeiro-ministro. O partido dele, o Trabalhista, está dividido: uma ala pede renúncia, outra demonstra apoio total. Essa queda de braço interna pode ser o início da ruptura do governo britânico.

Dois dias antes de negar deixar o cargo, no dia 8, o chefe de gabinete do governo britânico, Morgan McSweeney, que sugeriu o nome de Mandelson a Starmer, renunciou por conta da crise (veja no vídeo abaixo). No dia 9, o diretor de Comunicação, Tim Allan, apresentou renúncia.

Caso Epstein derruba chefe de gabinete do primeiro-ministro do Reino Unido

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Os arquivos de Epstein também atingiram a família real. O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles, apareceu em fotos agachado sobre uma mulher. Andrew, que atuou como representante comercial do Reino Unido, também está sendo investigado por suspeita de ter passado informações sigilosas sobre oportunidades de investimento para Epstein.

A ex dele, Sarah, também é citada. Em uma troca de mensagens com Epstein, ela relata detalhes íntimos da própria filha, a princesa Eugenie. E isso tudo depois da primeira condenação de Epstein por prostituição de menores em 2008.

Um porta-voz do príncipe William e da princesa Kate afirmou que eles estão “profundamente preocupados” e pensando nas vítimas. O Palácio de Buckingham também se manifestou e disse que está pronto para auxiliar os trabalhos da polícia contra Andrew.

Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe inglês Andrew ajoelhado ao lado de mulher — Foto: DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA/AFP

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