O ex-presidente da Bolívia Jorge Tuto Quiroga defendeu eleições diretas na Venezuela o mais breve possível, e criticou a passividade da América Latina com o fato de Delcy Rodriguez permanecer na Presidência do país. Ela era vice de Nicolás Maduro, ditador que foi sequestrado pelo governo americano em janeiro.
"Me dói ver a passividade da região, que não diz que é insustentável tirar Maduro e colocar sua ajudante Delcy, enquanto o povo não tem direito de escolher", disse ele em palestra sobre a América Latina no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre (RS).
Ligado à centro-direita, Quiroga governou a Bolívia entre 2001 e 2002. No ano passado, disputou novamente o cargo, mas perdeu no segundo turno.
Segundo ele, o futuro da Venezuela será fundamental para avançar a causa da liberdade no continente.
"A luta da Venezuela é impressionante, e o desafio é deixar de esperar o que querem os EUA, Donald Trump e Marco Rubio e começar a perguntar o que vamos fazer na para ajudar que possam ir votar e escolher seus governos", afirmou, para aplausos da plateia, formada majoritariamente por jovens liberais. "Hoje temos a oportunidade de libertar a terra do filho que nos deu a liberdade, Simón Bolívar".
Ele também criticou o legado dos governos de esquerda em seu país, especialmente o ex-presidente Evo Morales. Segundo Quiroga, Evo desperdiçou as reservas de gás do país e não abriu novas fontes energéticas.
"Hoje vendemos mais cocaína ao Brasil do que vendemos gás. Hoje não vem Petrobras [à Bolívia], mas vêm PCC e Comando Vermelho", afirmou.
Crítico da esquerda latino-americana, ele direcionou ataques em sua fala ao que chamou de "três piratas do Caribe": os regimes socialistas na Venezuela, Cuba e Nicarágua.
O ex-presidente não quis comentar a situação política no Brasil, afirmando apenas que as eleições presidenciais neste ano no país e na Colômbia ajudarão a definir se a América do Sul viverá num ambiente de liberdade ou não.
Questionado sobre a ação do governo de El Salvador contra grupos criminosos, que em geral é aplaudida pela direita, ele adotou um tom comedido. Disse que aprova o combate aos bandos, mas criticou as manobras do presidente Nayib Bukele para se manter no poder.
"Em El Salvador fizeram um bom trabalho contra os bandos, mas é preciso cuidado, não se pode trocar segurança pelas regras de mudança de poder", afirmou.

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