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Executivo de 'contas a pagar' de Vorcaro era de confiança de Augusto Lima

O vencedor do leilão ganhou exclusividade de 15 anos para consignar 30% da margem dos servidores e aposentados em um cartão que passou a permitir saques (crédito). Augusto levou o contrato para o Máxima, se associando a Vorcaro formalmente a partir de janeiro de 2019 — em outubro daquele ano, o Banco Central iria autorizar a venda do Máxima para Vorcaro (controlador), Lima e outros sócios.

O contrato do cartão Credicesta foi o primeiro negócio teoricamente lícito e também o mais lucrativo do banco Master, que cobrava juros de 4,90% a 5,50% ao mês no consignado e era operado de forma a levar os clientes diretamente para o rotativo. Como o negócio era tratado, na prática, como uma operação de crédito, na maior parte das vezes o cliente caia no rotativo sem se dar conta.

No diálogo interceptado pela PF e publicado pelo Metrópoles, Marques é indagado por Vorcaro sobre o pagamento de "8 pau para a Mídias Promotora" em maio de 2024.

"Tudo bem? Mídias Promotora, 8 pau?", escreve Vorcaro. Marques responde: "Fala, irmão. Bati com o Félix hoje de manhã. Ele disse que validou na sexta e pediu pra pagar hoje somente. O valor é esse mesmo. Se quiser, posso te ligar pra alinhar" .

A Mídias Promotora recebeu repasses de R$ 126 milhões do Master entre 2022 e 2025, segundo demonstrações fiscais do banco à Receita Federal. No mesmo período, o Master repassou R$ 270 milhões para a Terra Firme Bahia, em dois CNPJs distintos. Já Marcelo Marques, como funcionário do banco, recebeu, na pessoa física, R$ 3,6 milhões no período.

A coluna entrou em contato com a assessoria de comunicação de Lima, que não se manifestou. A coluna não conseguiu contato com Marques, mas o espaço está aberto para manifestação.

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