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Familiares de presos políticos na Venezuela fazem vigília em frente a famosa prisão em Caracas à espera da libertação de parentes

Fotos da vigília realizada na noite de domingo (11) foram compartilhadas por perfis de ativistas venezuelanos ligados à oposição política ao regime chavista. Segundo os ativistas, os familiares esperam "sem se importar com o frio, a hora ou qualquer represália" e "se mantêm firmes na exigência de liberdade".

Organizações humanitárias atuando na Venezuela estimam haver, no total, entre 800 e pouco mais de 1.000 de prisioneiros políticos nas prisões do país. Essas pessoas foram presas ao longo dos últimos anos em meio à repressão do regime Maduro, que os acusava de serem agitadores. O ditador Nicolás Maduro foi deposto em 3 de janeiro pelo governo Trump.

Vigília de familiares de presos políticos na Venezuela em frente à prisão de El Elicoide, em Caracas, na Venezuela à espera da libertação de parentes em 11 de janeiro de 2026. — Foto: Reprodução/Realidad Helicoide no X

Vigília de familiares de presos políticos na Venezuela em frente à prisão de El Elicoide, em Caracas, na Venezuela à espera da libertação de parentes em 11 de janeiro de 2026. — Foto: Reprodução/Realidad Helicoide no X

"Apesar da dor, da incerteza e da espera, as famílias mantêm a esperança de um reencontro em breve com seus entes queridos. Do Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, exigimos clareza, transparência e respeito aos direitos humanos neste processo", afirmou o comitê em suas redes sociais.

Além de Caracas, outros pontos do país também registraram a mobilização de familiares de presos políticos, como em frente à prisão El Rodeo I, em Guatire. Veja abaixo.

Vigília de familiares de presos políticos na Venezuela em frente à prisão de El Rodeo I, em Guatire, na Venezuela, à espera da libertação de parentes em 11 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Mattey/AFP

Libertação de presos políticos

Parentes denunciam demora e falta de informação sobre libertação de presos políticos na Venezuela

Parentes denunciam demora e falta de informação sobre libertação de presos políticos na Venezuela

Soltura de presos políticos na Venezuela frustra famílias e entidades de direitos humanos — Foto: Reprodução/TV Globo

O governo interino da Venezuela afirmou nesta segunda-feira (12) que 116 presos políticos no país já foram libertados. O número, no entanto, diverge de levantamentos feitos por organizações que acompanham a situação.

Também nesta segunda, a ONG Foro Penal disse que 41 presos políticos foram libertados até agora. As organizações estimam, que, no total, entre 800 e pouco mais de 1.000 deles ainda estejam detidos.

A ONG Foro Penal afirmou que 24 presos políticos foram libertados durante a madrugada desta segunda.

O balanço do governo venezuelano foi divulgado pelo Ministério de Serviços Penintenciários da Venezuela e diz levar em conta prisioneiros libertados também em dezembro. Em comunicado, o ministério fala da libertação de "pessoas privadas de liberdade por atos associados com a disrupção da ordem constitucional e por minar a estabilidade da nação".

Os nomes dos libertados não foram divulgados.

A libertação de presos políticos é uma demanda antiga das organizações que monitoram os detidos, mas foi uma das exigências do governo de Donald Trump à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em troca de apoio dos Estados Unidos.

As ONGs vêm denunciando, no entanto, que as libertações vêm ocorrendo de forma muito lenta e gradual.

Na sexta-feira (9), o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos da Venezuela (CLIPPVE) denunciou que a libertação de prisioneiros anunciada pelo regime chavista no dia anterior "não foi concretizada de forma plena, verificável, nem transparente".

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