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Fazenda vê oportunidades e riscos com guerra no Irã

O aumento do preço do barril do petróleo por enquanto não alarma o ministério da Fazenda. "Até US$ 85 o barril não vejo impactos negativos e vários positivos", afirma o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em conversa com a coluna. O barril do tipo Brent, referência mundial, subia mais de 7% no mercado futuro nessa manhã, cotado acima dos US$ 84. Nos últimos dois dias, a alta acumulada é de 14%.

Entre os impactos positivos, o auxiliar do ministro da Fazenda cita aumento da exportação de petróleo e atração de mais recursos e investimentos para o Brasil. Ceron admite, no entanto, que pode haver efeito inflacionário indireto e impacto na política monetária. "No final de 2026, precisa ver como vai estar isso. Se permanecer ou intensificar, pode fazer o Banco Central parar antes os cortes por cautela. Mas até isso é difícil avaliar nesse momento, porque se isso persistir, o Brasil vai virar ainda mais a bola da vez de segurança e mais recursos virão pra cá, apreciando o câmbio e mitigando efeitos inflacionários", reflete.

Outros assessores do ministério da Fazenda traçam raciocínio parecido. A alta do petróleo melhora o comércio exterior, já que o Brasil é exportador líquido de petróleo e melhora o fluxo orçamentário, por conta das receitas do petróleo. A Petrobras ganha mais dinheiro e paga mais royalties ao governo. Boa notícia para as contas públicas. O lado negativo é que o petróleo em alta pressiona a energia, um custo básica da produção. Portanto, é um balanço difícil, e a guerra ainda é muito recente. Não se sabe quanto tempo irá durar. Essas fontes admitem basicamente que se o preço do petróleo continuar acima dos US$ 80 por um período prolongado e a disrupção do fluxo logístico no Estreito de Ormuz - por onde trafegam 20% do fluxo de petróleo mundial perdurar -, haverá pressão inflacionária.

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