O Pleno (antigo Voiter) foi comprado pelo Master em fevereiro de 2024. Em agosto, o BC autorizou uma reestruturação societária selando a saída de Lima e do Voiter do grupo de Daniel Vorcaro. Lima levou para o Pleno o contrato do Credcesta com o governo da Bahia — um programa de cartão consignado que está na origem do negócio do Master e que é fruto de uma privatização controversa promovida na gestão do então governador Rui Costa (PT), home ministro da Casa Civil.
Lima e Voraco foram presos na operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, em uma investigação sobre fraudes em carteiras de consignado vendidas para o BRB, o banco estatal de Brasília. Eles foram soltos dias depois e estão cumprindo medidas cautelares, com uso de tornozeleira eletrônica.
Como parte da decisão cautelar, Lima foi afastado das funções executivas no Pleno, que passou a ter como CEO Ronaldo Bento, um ex-policial que foi ministro da Cidadania no governo Bolsonaro.
O FGC já ressarciu R$ 36 bilhões — 89% do total devido — a credores do Master. Há ainda R$ 6,3 bilhões a serem pagos aos investidores que compraram CDBs do Will Bank. E agora mais R$ 4,9 bilhões do Pleno.
Reportagem
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