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Fim da escala 6x1 afetaria principalmente setores aéreo e de hospedagem

Governo usou dados de dezembro de 2025 para mapear a jornada de trabalho no país. O levantamento analisou as informações de 47,7 milhões de profissionais registrados no eSocial (sistema que unifica a prestação de informações trabalhistas).

Pesquisa considerou apenas funcionários que cumprem as jornadas 5x2 e 6x1. O governo deixou de fora os informais e quase 2 milhões de pessoas que trabalham em regime de revezamento ou turnos de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso.

O transporte aéreo lidera o ranking de trabalhadores afetados. Mais da metade dos profissionais formalizados da área, o equivalente a 53,2%, trabalha seis dias para folgar um.

Jornadas excessivas impactam diretamente o desempenho dos profissionais e aumentam riscos que poderiam ser evitados. [...] A escala 6x1 ainda é adotada por empresas do setor, como Gol e Azul. Em contrapartida, a Latam tem se destacado desde 2019 por cumprir a escala 5x1.
SAESP (Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo)

Os setores de alojamento, alimentação e comércio aparecem logo em seguida. A jornada 6x1 atinge 52% dos empregados de alojamento, 47,1% da alimentação e 42,2% do comércio.

Cuidar bem de quem trabalha é condição para cuidar bem de quem é recebido. [...] Sem uma transição bem desenhada, parte desse custo tende a pressionar tarifa, preço e estrutura de serviço.
Thiago Borges, presidente do conselho da Associação Brasileira de Resorts

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