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Flávio Bolsonaro contra o Pix

Com a ajuda da Casa Branca, o bolsonarismo tornou-se o único movimento político que conseguiu aumentar os impostos dos brasileiros estando na oposição.

Para piorar, o "Tariflávio" de Trump incluiu uma ameaça explícita ao Pix: é como se Trump tivesse dado a Lula uma versão anabolizada do vídeo de Nikolas Ferreira do ano passado —e agora a ameaça ao Pix é real.

Para não deixar dúvida de que o bolsonarismo pretende matar o Pix por ordem de Trump, Eduardo Bolsonaro gravou vídeo sugerindo que o Brasil negociasse com os Estados Unidos a adoção do Zelle, um sistema de pagamentos americano que é mais lento, exige que se abra conta em um grande banco americano (que compensa nas tarifas a "gratuidade" do sistema) e tem uso muito mais restrito.

De qualquer forma, a aversão dos filhos de Bolsonaro aos mecanismos de pagamento automático é conhecida. Na hora de comprar seus imóveis, nunca usaram o Pix, nunca usaram o Zelle, sempre preferiram pagar em dinheiro vivo.

No dia do Tariflávio, Trump postou a imagem de Flávio na Casa Branca com elogios ao candidato.

Foi notável, porque Trump não tinha postado nada no dia da visita dos irmãos Bolsonaro. Até o Tariflávio, Trump tinha encarado a foto como um compromisso social inútil.

Com o Tariflávio, Trump lembrou que os bolsonaristas tinham, afinal, uma utilidade: reduzir o poder de reação do Brasil a uma evidente ameaça à sua soberania. Graças à influência da quinta coluna bolsonarista, uma parte expressiva da população brasileira dará razão a Trump, ou, ao menos, reagirá com muito menos indignação do que reagiria se a direita brasileira fosse dirigida por brasileiros.

A quinta coluna bolsonarista também serve como instrumento de pressão contra o governo brasileiro. É como se Trump dissesse a Lula: se você não topar me entregar as riquezas brasileiras, eu posso bancar esse puxa-saco que me entrega tudo. E ele não está tão atrás de você assim nas pesquisas.

O Tariflávio não vai quebrar o Brasil, mas deve causar prejuízos nos setores mais afetados. Brasileiros vão perder emprego, empresas brasileiras podem falir, porque os direitistas brasileiros entregaram a liderança de seu movimento para a Casa Branca.

Flávio Bolsonaro aceitou entregar o Pix e a saúde de nossa indústria em troca de uma foto com Trump que fizesse o público esquecer do Banco Master.

Mas o que deveríamos nos perguntar é o seguinte: o encontro com Trump foi pago com dinheiro roubado pelo Master? Foi pago com outros desvios cometidos pelos bolsonaristas?

O lobby é permitido por lei nos Estados Unidos. Há empresas especializadas em vender acesso às autoridades americanas. Os irmãos Bolsonaro utilizaram serviços como esses para ter acesso à Casa Branca? Lobistas americanos são muito, muito caros.

Ou seja: é perfeitamente possível a hipótese de que os irmãos Bolsonaro tenham comprado o direito de ir até a Casa Branca trair o Brasil com dinheiro roubado pelo Master de aposentados do Rio de Janeiro, com dinheiro que a Prefeitura de São Paulo deu para a produtora de "Dark Horse".

Aliás, se "Dark Horse" tiver mesmo sido um veículo para corrupção e traição ao Brasil, a história de sua produção contará a vida de Jair Bolsonaro muito melhor do que o roteiro do filme.

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