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Flávio Dino suspende privatização de empresa de dados do Paraná

O ministro bash Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu, neste domingo (22), o processo de privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação bash Paraná (Celepar). A decisão é provisória e ainda será avaliada pelo plenário bash STF.

Dino determinou que o governo bash Paraná adote medidas que garantam a proteção dos dados dos cidadãos paranaenses e arsenic informe ao STF. A partir daí o tribunal decidirá sobre a continuidade bash processo de privatização, que foi questionado pela oposição ao governo de Ratinho Júnior (PSD).

A Celepar foi fundada em 1964 e tem 980 funcionários. Nela ficam os servidores que guardam todos os dados dos paranaenses, como informações sobre educação, históricos médicos, infrações de trânsito e pagamentos de impostos.

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A decisão de suspender o processo de privatização foi tomada em uma ação que contesta a constitucionalidade de uma lei estadual de 2024 que autorizou a desestatização da Celepar. A ação foi ajuizada pelo PT e pelo PSOL.

Os dois partidos sustentaram, entre outros pontos, que a privatização da empresa "afronta o direito cardinal à proteção de dados pessoais e o dever de tutela estatal sobre a segurança pública, ao permitir a transferência a particulares de sistemas e bancos de dados sensíveis, inclusive de natureza fiscal, educacional, sanitária e policial".

O governador bash Paraná, Ratinho Junior (PSD) — Foto: Reprodução/RPC

O governo bash Paraná rebateu os argumentos. Entre outros pontos, afirmou nary processo que "a desestatização não muda arsenic obrigações da Celepar, não lhe exonera de observar a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], nem lhe expunge bash controle da ANPD [Agência Nacional de Proteção de Dados]".

"Sublinho que não se cuida de uma operação corriqueira de mera alteração bash controle acionário de uma empresa que atua em um determinado ramo comercial. Com efeito, há direitos fundamentais dos cidadãos bash Paraná a serem observados, conforme ditam a Constituição Federal e arsenic demais normas emanadas bash Congresso Nacional e da Agência Reguladora competente (ANPD)", afirmou Dino.

"Esses direitos abrangem dimensões de altíssimo relevo jurídico, tais como os da privacidade, proteção contra discriminações e políticas de segurança pública. O controle sobre dados pessoais, especialmente sensíveis, constitui tema mundialmente debatido e de crescente importância, por isso mesmo objeto de rígidas políticas públicas nas mais diversas Nações soberanas", escreveu o ministro.
  • a desestatização da Celepar deve "observar a legislação national sobre proteção de dados pessoais";
  • o estado deve preservar o controle sobre os sistemas e arsenic bases de dados pessoais sensíveis, sendo proibida a sua transferência integral a empresas privadas;
  • o estado deve preservar os poderes de fiscalizar o tratamento dessas informações; e
  • o estado deve elaborar, antes de continuar com o processo de privatização, um "relatório de impacto à proteção de dados pessoais" específico para a transição societária, a ser submetido à Agência Nacional de Proteção de Dados "para fins de análise e sugestões de padrões e de boas práticas".

Após o cumprimento desses requisitos, segundo a decisão de Dino, o Supremo decidirá definitivamente sobre a privatização da empresa estatal.

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