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Flávio diz que Zema é vítima de militância do Judiciário e volta a acusar STF de interferência eleitoral

Pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) é "mais uma vítima da militância do Judiciário" e voltou a acusar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de interferirem no processo eleitoral para desequilibrar a disputa.

"Minha solidariedade ao Romeu Zema, que é mais uma vítima desta militância que existe no Judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável. Sabe quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero. Porque sempre se respeitou a Constituição, a imunidade parlamentar, inclusive no tocante a palavras, opiniões e votos", disse Flávio, durante entrevista à imprensa em Sinop (MT), onde participou de uma feira ligada ao agronegócio.

O ministro do STF Gilmar Mendes enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador mineiro e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news.

Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão e, em troca, pede "só uma cortesia lá do teu resort que tá pago", em referência ao resort no Paraná que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

"Não há crime, ofensa, nada disso, apenas embate político. Para mim está muito claro que é uma tentativa de criar este canal, esta prevenção, em especial do Alexandre de Moraes, para que, durante a campanha, nossos opositores busquem o atalho direto para a Primeira Turma do STF, ao invés de acionarem o TSE [Tribunal Superior Eleitoral]", disse Flávio nesta quarta.

Na semana passada, o senador já havia feito declarações semelhantes contra Moraes logo após saber que se tornava alvo de um inquérito por suspeita de calúnia contra o presidente Lula (PT).

Atendendo a um pedido da Polícia Federal, Moraes autorizou a abertura de inquérito contra Flávio com base em uma postagem do senador no X (antigo Twitter) em que ele comenta o sequestro do ditador da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

Nesta quarta, Flávio disse que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, deve "deixar que os brasileiros, os eleitores, escolham quem será o próximo presidente da República, sem interferência da Primeira Turma do seu tribunal".

No evento em Sinop (MT), o Norte Show 2026, Flávio estava acompanhado do senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, e pelo deputado federal José Medeiros (PL-MT), pré-candidato ao Senado.

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