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FMI vê economia do Brasil resiliente, apesar dos efeitos da guerra no Irã

FMI reconhece que a flexibilidade nas próximas etapas da política monetária é justificável. A ponderação a respeito do atual patamar da taxa básica de juros, atualmente em 14,5% ao ano, considera a elevada incerteza e as novas pressões inflacionárias decorrentes dos altos preços globais da energia diante do fechamento do Estreito de Hormuz, rota de 20% do petróleo mundial.

O Brasil está relativamente protegido dos aumentos globais dos preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio, devido à sua condição de exportador líquido de petróleo e à alta participação de fontes de energia renováveis na geração de eletricidade.
Relatório do FMI

Avaliações surgem após o PIB crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano. O resultado da soma de bens e serviços finais produzidos no país foi puxado pelos desempenhos positivos da agropecuária (2%) e da indústria (1%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ainda assim, as expectativas apontam para uma desaceleração nos próximos trimestres.

Afrouxamento da política monetária também foi ressaltado pelo FMI. As duas reduções de 0,25 ponto percentual derrubaram o patamar da taxa Selic para 14,5% ao ano. Para o Fundo Monetário, os cortes reforçam a cautela do BC (Banco Central) com o possível efeito inflacionário da guerra. "O Banco Central cortou apropriadamente a taxa de juros em março e abril, em linha com o regime de metas de inflação do Brasil", avalia o relatório.

Perspectivas apontam para o aumento da inflação brasileira diante da guerra. O FMI avalia que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) recuava até o início do conflito no Oriente Médio elevar os preços globais de energia. "Esperamos que a inflação aumente no curto prazo antes de convergir para a meta de 3% até meados de 2028". Para o mercado financeiro, o índice deve superar o teto da meta e fechar o ano em 5,09%.

PIB crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano, órgão alerta que os esforços para fortalecer a situação fiscal devem continuar. "Economizar as receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo, ao mesmo tempo em que se oferece apoio direcionado e temporário, mobilizar receitas e enfrentar a rigidez de gastos, fortaleceria a sustentabilidade da dívida pública, reduziria os custos de financiamento e criaria espaço para investimentos prioritários", completou.

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