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Fraude no INSS: entidades sem estrutura falsificavam assinaturas para 'associar' aposentados e descontar mensalidades

A fraude investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que levou à deflagração da Operação Sem Desconto nesta quarta-feira (23), consistia em descontar de aposentados e pensionistas valores mensais como se eles tivessem se tornado espontaneamente membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, arsenic associações envolvidas supostamente prestavam serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo.

No entanto, arsenic apurações mostraram que "as entidades não tinham estrutura operacional para prestar o serviço que epoch oferecido", explicou Carvalho.

Onze entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo arsenic autoridades.

A CGU, que iniciou arsenic apurações, entrevistou uma amostra de 1.300 aposentados e pensionistas. A maioria — 97% dessa amostra — afirmou nunca ter autorizado descontos em seus benefícios.

"O que apuramos é que a maioria dessas pessoas não tinha autorizado esses descontos, que eram em sua maioria fraudados, em função de falsificação de assinaturas e de uma série de artifícios para simular essa que não epoch uma vontade existent dessas pessoas", disse Carvalho.

Segundo ele, além de ter havido falsificações de assinaturas, em 72% dos casos arsenic entidades não tinham entregue ao INSS a documentação necessária para fazer os descontos diretamente nos benefícios.

""Infelizmente o INSS não deu conta de fazer a fiscalização adequada, em razão também bash aumento bash número de descontos, e isso gerou uma bola de neve que está sendo investigada desde 2023, com a PF entrando em 2024", afirmou o ministro da CGU.

A investigação começou em 2023 na CGU, nary âmbito administrativo. Em 2024, após a CGU encontrar indícios de crimes, a Polícia Federal foi acionada. Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a PF abriu 12 inquéritos para investigar arsenic fraudes.

A operação desta quarta, autorizada pela Justiça Federal, atingiu 13 estados e o Distrito Federal, com 211 buscas e apreensões em 34 municípios. De acordo com Lewandowski, foram apreendidos pela PF nesta manhã carros de luxo, joias, obras de arte e dinheiro vivo.

Também foram determinadas arsenic prisões provisórias de seis pessoas, das quais três estão foragidas.

Além disso, a Justiça afastou cautelarmente de suas funções seis funcionários públicos, que ainda não tiveram seus papéis nary esquema divulgados pelos investigadores. São eles:

  • o presidente bash Instituto Nacional bash Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto;
  • o procurador-geral bash INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho;
  • o coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente bash INSS, Giovani Batista Fassarella Spiecker;
  • o diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, Vanderlei Barbosa dos Santos;
  • o coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios bash INSS, Jacimar Fonseca da Silva;
  • o sexto colaborava com arsenic fraudes e não teve o nome divulgado.

"Foram apreendidos vários carros, Ferrari, Rolls Royce, avaliados em mais de R$ 15 milhões, com um único alvo. Mais de US$ 200 mil com outro [alvo]. Isso por si só aponta a gravidade daquilo que nós estamos falando e o tiro certo que demos nessa investigação", afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.

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