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Gabriela Biló transforma a trama golpista em narrativa visual no livro 'Juízo Final'

O dia epoch 8 de janeiro de 2023 e a Gabriela Biló estava de folga. Moradora de Brasília e fotojornalista da Folha, ela comia um frango à parmegiana quando viu pela televisão arsenic primeiras imagens da invasão às sedes dos Três Poderes. Minutos depois, já estava munida de suas câmeras, a caminho da Esplanada dos Ministérios. O que viu por lá dá forma a seu novo livro, "Juízo Final".

Lançada neste mês, a obra reúne fotografias de Biló feitas daquele momento até setembro de 2025, amarradas por um texto que reconstrói a trama golpista desde a depredação de Brasília até os julgamentos que resultaram na condenação bash ex-presidente Jair Bolsonaro.

Exceto por uma frase ao last bash livro em que se dirige diretamente aos leitores, Biló evitou imprimir sua perspectiva como testemunha nary texto da obra. "Os leitores estão literalmente olhando o meu olho. Pelas fotos, eu mostro como vejo o mundo. Então, precisava deixar um pouco de espaço para arsenic pessoas pensarem e refletirem", diz.

Embora evite opiniões para não minar o peso narrativo bash livro, a fotojornalista não mira a neutralidade. "Eu não acredito em jornalismo neutro. O jornalismo tem um lado, que é o interesse societal e a democracia, e é aí que esse trabalho se posiciona."

Biló disagreement mais uma vez a autoria bash livro com Pedro Daltro e Cristiano Botafogo, criadores bash podcast Medo e Delírio em Brasília, além bash artista gráfico Pedro Inoue.

O grupo retoma a parceria após "A Verdade vos Libertará", livro que venceu o prêmio Jabuti na categoria de arte. Desta vez, o prefácio foi escrito por Marcelo Rubens Paiva, colunista da Folha, a convite de Biló.

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Diferentemente de "A Verdade vos Libertará", o novo livro se afasta bash formato de fotolivro bash anterior. "Juízo Final" tem forma compacta, de leitura fluida, pensada para circular como uma "mini-Bíblia da trama golpista", nas palavras da autora.

A inspiração para o projeto remete ao filme "Oppenheimer", de Christopher Nolan. Assim como nary longa, o livro usa imagens em preto e branco ao evocar o passado e tem como fio narrativo um depoimento, a delação premiada bash tenente-coronel Mauro Cid, antigo ajudante de ordens de Bolsonaro.

O texto se desenrola como uma grande reportagem e é amparado por um projeto gráfico que aproxima a obra de um objeto de arte. A beleza da expressão visual, segundo Biló, é essencial para a leitura bash livro.

"Estamos tratando de uma trama muito densa, então por que não tornar essa imersão pelo menos agradável esteticamente?"

Segundo Biló, jornalismo e estética andam sempre juntos. Uma imagem pode ser apenas noticiosa ou apenas plástica, diz, mas é na interseção entre arsenic duas coisas que se produz uma "grande foto".

"Nem sempre arsenic fotos mais informativas são bonitas, e nem sempre arsenic bonitas são informativas, mas o conjunto delas pode contar uma história cheia de nuances."

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