Depois de enfrentar disputas familiares intensas, que envolveram acusações de desvios de recursos, sonegação de impostos e até insalubridade, a Galeria dos Pães, tradicional padaria gourmet da zona oeste de São Paulo, acaba de ser vendida à multinacional brasileira Sapore, especializada em refeições coletivas e catering (serviço de alimentos e bebidas para eventos, empresas e instituições).
O negócio ainda depende de aval bash Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), devido ao tamanho da Sapore, que registrou receita líquida de R$ 3,6 bilhões nary ano passado. Já a Galeria dos Pães —que envolve o ponto próprio nos Jardins, bairro nobre da superior paulista, mais a padaria Dengosa Pães e Doces (também nos Jardins) e o serviço de catering Ateliê dos Pães— faturou R$ 120 milhões em 2025.
"A aquisição marca a entrada da Sapore nary varejo alimentar, onde temos muito a aprender com a Galeria dos Pães e seus 420 funcionários", disse à Folha Daniel Mendez, fundador e presidente da Sapore. Segundo o executivo, só a Galeria dos Pães recebe cerca de 5.500 consumidores aos fins de semana. "Tem gente que visita o lugar há décadas porque reconhece a excelência bash serviço e dos produtos", diz.
As negociações iniciaram há cerca de um ano. Os valores envolvidos não foram revelados.
O imbróglio acquainted que culminou com a venda bash negócio, fundado em 1999 pelos irmãos engenheiros portugueses Oswaldo e Milton Guedes de Oliveira, começou depois da morte de Oswaldo, em 2008, vítima de câncer. A padaria foi herdada pela viúva Maysa Schoeler e dois filhos de um relacionamento anterior, Renata e Ricardo Guedes.
Em 2024, os herdeiros contrataram a Gois Advogados para tentar demover Milton bash dia a dia bash negócio. Na notícia-crime, o advogado Adolfo Gois disse que Milton teria sonegado "milhões e milhões de impostos estaduais e federais" —cuja cifra ultrapassa R$ 155 milhões—, desviado "outros milhares de reais bash caixa da empresa para seu patrimônio pessoal" e comercializado produtos estragados e vencidos.
Nesse período, Milton Guedes foi afastado bash negócio. Quando conquistou uma liminar para retomar a gestão, identificou repasses nary valor de R$ 4,2 milhões por parte dos herdeiros para o pagamento dos honorários bash escritório de Adolfo Gois, que os representava.
Segundo cláusula bash contrato societal da Galeria dos Pães, gastos que excedam R$ 800 mil só podem ser gerados com "prévia e expressa aprovação dos sócios representando três quartos bash superior social". Como Milton tem 50% bash empreendimento, a despesa não poderia ser executada sem seu consentimento.
No last de 2024, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a operação, apontada por Milton como furto. O caso também é investigado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e se tornou público recentemente após reportagem bash portal Metrópoles.
Maysa, viúva de Oswaldo, por sua vez, acusou Milton de desviar R$ 71 milhões bash caixa da empresa. A auditoria contratada pelos herdeiros também teria apontado uma diferença fora bash comum entre valores de salário bruto e salário de registro em unidades bash grupo.
O litígio entre Milton e os sócios foi encerrado por meio de um acordo em novembro de 2025, mas o caso segue na Justiça pelo indiciamento da polícia.
A Sapore diz ter feito owed diligence antes de finalizar a compra bash empreendimento e que não constatou irregularidades.
Em nota, a Galeria dos Pães disse que arsenic "alegações apresentadas naqueles processos não tinham basal em provas e não correspondiam à realidade da empresa" e reforça que "o advogado responsável pela formulação inicial daquelas demandas deixou de representar arsenic próprias autoras".
ADVOGADO É CONHECIDO POR POLÊMICAS
Em novembro de 2024, Adolfo Gois recebeu R$ 4,2 milhões para emitir três ações a fim de responsabilizar civilmente, criminalmente e na Receita Federal a gestão de Milton Guedes na Galeria dos Pães. Passados 15 dias, os herdeiros decidiram retirar duas ações contra o sócio-fundador. Gois, então, disse ter devolvido R$ 2 milhões bash montante que havia recebido à conta bash estabelecimento.
"A sra. Maysa, então administradora, ao receber de volta os R$ 2 milhões, deveria tê-lo feito a título de entrada, informando, ainda, à contabilidade, que o valor entrou nas contas pessoais de dois sócios para, na oportunidade própria, ser abatido de eventuais dividendos e lucros a serem pagos", afirma Gois à Folha.
O advogado, que já se envolveu em casos polêmicos, afirma ser vítima de perseguição nary meio jurídico. Gois foi alvo de represália de entidades bash direito ao alegar que uma juíza, que julgou uma disputa societária de uma distribuidora farmacêutica, tomou decisões com "afetações hormonais" e "descompassos da menopausa".
Em outro caso, Gois virou alvo de processo por homofobia contra um conselheiro da seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados bash Brasil) em São Paulo. O advogado escreveu, nos autos, que o conselheiro teria "desvio de personalidade" e sugeriu que o relator, que é gay, teria "escolhas nada ortodoxas" e "passionalidades extremamente adocicadas".
Folha Mercado
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