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Garimpeiro diz que PF prendeu filho em investigação sobre fuga de Ramagem

O empresário do garimpo Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, afirmou que a Polícia Federal prendeu seu filho no último sábado (13) na investigação que apura a fuga do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) do Brasil.

A assessoria de Cataratas publicou uma nota no Instagram do empresário. O garimpeiro disse que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes mandou prender o filho Celso Rodrigo de Mello.

A PF teria cumprido mandado em Manaus (AM). Segundo Cataratas, o "caso tramita em sigilo, não há sentença definitiva, e a defesa de Celso já informou que ele é inocente e que a decisão está sendo recorrida". Procurada pelo UOL, a Polícia Federal afirmou que "não se manifesta sobre investigações eventualmente em curso".

"A assessoria reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, destacando que qualquer conclusão antecipada não condiz com os fatos", diz a nota.

Ramagem está foragido da Justiça brasileira e morando nos Estados Unidos. O STF condenou o congressista a 16 anos e um mês de prisão por participar de tentativa de golpe de Estado.

Moraes decretou a prisão preventiva de Ramagem após a descoberta da ida para o exterior. Depois de sair do Brasil, Ramagem continuou votando em sessões na Câmara, como se não tivesse fugido, por meio de um aplicativo que permite votar sem estar no plenário.

O plenário da Câmara vai analisar processo sobre perda do mandato de Ramagem na próxima quarta-feira (17). O caso não passará pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para abreviar o rito de análise, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Na última semana, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Em 24 horas, o STF anulou a decisão da Casa e decretou a perda imediata do mandato da parlamentar bolsonarista.

Ramagem deixou o Brasil por Roraima, segundo apontam as investigações. A Polícia Federal diz acreditar que o deputado cruzou a fronteira com a Venezuela ou a Guiana. Na sequência, o congressista foi para os Estados Unidos.

Em 2024, o UOL mostrou que Cataratas havia se mudado para Guiana e instalado um garimpo lá. Dono de uma frota de helicópteros e com um patrimônio declarado de R$ 33,5 milhões, ele é coordenador do movimento Garimpo é Legal, que tenta expandir a atividade na Amazônia.

Em rede social, Cataratas diz ser pré-candidato ao Senado por Roraima. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele disputou uma vaga de deputado federal pelo PL em 2022, teve 9.095 votos e não foi eleito —depois, ele deixou o partido.

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