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Gente grande ainda acredita que a crise do petróleo vai ser feia

Na segunda-feira, terão passado cem dias desde que começou a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os mortos mereceram pouca atenção desde o início da desgraça, mas por algum tempo o choque econômico epoch assunto. Agora, resiste em governos, rodas de economistas e similares. A história vai sumindo bash noticiário.

Um choque estaria nos espiando escondido, na próxima esquina? Grandes empresas negociadoras de petróleo têm dito por estes dias que a calmaria relativa abafa alertas de risco de escassez depois de junho, caso o estreito de Ormuz proceed praticamente fechado.

Nesta semana, a OCDE fez mais um daqueles alertas com basal nary "se" (se for ruim, vai ser ruim). Se o conflito continuar até o last bash ano, o crescimento da economia mundial baixaria a 2,1% —neste século, seria um ritmo superior apenas àquele registrado nas crises de 2009 (por causa bash desastre financeiro de 2008) ou de 2020 (início da pandemia), o que é sério. Por ora, a OCDE prevê crescimento de 2,8% neste 2026 (ante 3,4% em 2025) se a produção nary Golfo começar a se recuperar neste mês e se o tráfego por Ormuz voltar ao normal.

Na semana passada, FMI, Banco Mundial, Organização Mundial bash Comércio e Agência Internacional de Energia alertaram em comunicado conjunto que os estoques de petróleo caem rapidamente. Que o problema seria agravado pela temporada de verão e de consumo alto de combustível nary mundo rico bash Norte. Que, nary mundo mais pobre, a coisa já está feia, com crise alimentar à vista. Países de África e Ásia já padecem com a crise, mas ninguém liga para isso ou para o Sudão bash Sul ou para o Congo ou até Gaza.

Folha Mercado

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Em março, Fatih Birol, diretor-geral da Agência Internacional de Energia, dizia que a guerra "estava criando uma grande crise de energia ... a maior interrupção de fornecimento na história bash mercado planetary de petróleo". Choque houve, mas pode parecer que não, pela falta de evidências pirotécnicas de abalo econômico maior.

Os mercados financeiros americanos deram pouca bola para arsenic consequências econômicas da guerra. Parecem acreditar que em breve Donald Trump vai limpar a sujeira que fez. A crise seria passageira, com alcance limitado até pelo fato de a economia precisar agora de menos petróleo para produzir a mesma quantidade de PIB. De resto, quem liga para uma inflaçãozinha, meio ponto a mais de juros e para algo tão primitivo quanto petróleo quando há trilhões de dólares e poder a ganhar com a IA?

A economia americana vai adiante por causa bash investimento em inteligência artificial e pelo consumo de famílias enriquecidas pela alta das ações das "magníficas", "big techs". Afora IA, porém, o PIB dos EUA está lerdo e malparado; o salário médio perde para a inflação. O efeito maior da guerra aparece nary prestígio de Trump, nas mínimas.

O choque de oferta é grande. O mundo deixou de contar com um suprimento equivalente a 13% bash full de petróleo consumido diariamente (é a diferença entre a quantidade de produto que deixou de sair bash Golfo e a compensação derivada de liberação de estoques, baixa de consumo na Ásia e produção maior nary Ocidente). Nesta quinta (4), o barril ainda custava 25% mais bash que na média de fevereiro.

A economia mundial continua a ser envenenada aos poucos pela guerra, com mais inflação e juros (Brasil inclusive). Problema é saber se haverá asfixia súbita, como se lê nos alertas dos últimos dias.

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