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Geração Z brasileira fica com a prata mundial no uso de IA

O relatório enquadra a IA como meio para um fim. Encontrar informações lidera em todas as faixas etárias (58,8% dos usuários do mundo). Obter conselhos sobre problemas vem em segundo (37,8%). Aprender ou desenvolver habilidades, em terceiro (37%). Entretenimento aparece em quarto, com 26,5%, com mais de 1 bilhão de pessoas usando IA para se divertir.

A psicologia do uso de IA é mais profunda do que o debate público sugere. Estudos da Anthropic citados pelo relatório indicam que, no agregado mundial, 18,8% dos usuários buscam excelência profissional, querendo focar em estratégia, e 13,7% buscam transformação de carreira via tecnologia, mas 21% buscam suporte em saúde mental.

Entre os medos, a falta de confiabilidade por causa das alucinações, citações falsas e dados imprecisos é a maior preocupação, com 26,7%. Em segundo, o impacto sobre empregos e economia (22,3%). Ameaças existenciais à humanidade, que dominam manchetes, são a menor preocupação real (6,7%).

O ecossistema de plataformas fora da China mostra um mercado em rearranjo. Embora existam 4 bilhões de usuários de IA no agregado, apenas 2,42 bilhões usam plataformas independentes de IA generativa.

A China opera um ecossistema isolado, onde 42,8% dos usuários de internet já usam IA generativa. O Doubao, da ByteDance, lidera com 155 milhões de usuários ativos semanais, seguido pelo DeepSeek e pelo Yuanbao, da Tencent.

O comportamento, porém, contrasta com o ocidental: o usuário chinês médio gasta apenas seis minutos por dia em IA generativa, contra 23 horas mensais assistindo a vídeos de formato longo. A IA, na China, é utilitária e episódica.

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