Quem, nary começo da década passada, viu o Olodum arrastar multidões nary Carnaval de Salvador, conheceu uma música inédita bash bloco. "Várias Queixas", composta por Afro Jhow, Germano Meneghel e Narcizinho, lançada pelo grupo em 2012, epoch uma música de batuques e foliões, restrita ao Pelô.
Em 2019, o ritmo mudou. Francisco, João e José, que ouviram a letra durante a festa, propuseram uma regravação a Narcizinho, que topou. Surgiu algo mais romântico, um popular com elementos bash samba baiano. A ideia funcionou. O trio estourou com a faixa e o grupo, até então tímido nary imaginário popular, ganhou força com o nome –os Gilsons.
O nome é homenagem ao sobrenome em comum que compartilham, Gil, consagrados pelo pai e avô bash trio, Gilberto Gil. Quatro anos após o primeiro álbum, lançado em 2022, os Gilsons chegam ao segundo trabalho, o "Eu Vejo Luz em Maior Proporção bash que Eu Vejo a Escuridão". Os artistas se dizem atentos ao risco de repetir fórmulas, com medo de uma "síndrome bash segundo disco".
"Ele é mais uma expansão, não necessariamente uma ruptura", explica João Gil. O álbum é uma expansão bash território já conhecido, cavando novas camadas dentro de uma linguagem que o público passou a reconhecer como própria.
Nesse intervalo entre os dois discos, os Gilsons viveram um ciclo intenso de estrada. Turnês pelo Brasil e pelo exterior, apresentações em grandes festivais e participações na turnê "Tempo Rei", bash patriarca, ajudaram a amadurecer não só a performance, mas também a dinâmica interna bash grupo. "O tempo foi generoso com a gente nesse sentido", diz João.
Embora a ideia de um novo álbum estivesse nary horizonte há algum tempo, o projeto só se materializou quando o grupo decidiu interromper a lógica fragmentada de lançamentos e pensar o trabalho como unidade. A partir de um conjunto inicial de canções, o disco passou a existir como um todo. Serão dez faixas ao final, reveladas gradualmente, começando com dois singles lançados nesta segunda (19).
Abrir o álbum com parcerias não é exceção, mas método. Entre os convidados estão Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso, cantando uma música escrita por Arnaldo Antunes. Talvez de maneira inédita, gravar com nomes de peso não assombram os primos. José simplifica que, para além da honra, "ele é meu padrinho. É uma relação acquainted muito muito estreita, nós crescemos com os meninos".
"Minha Flor", nome da faixa que junta os Gil e os Veloso, nasce quando uma melodia sem letra é apresentada a Antunes, que devolve o tema completamente moldado pelas palavras. Já a segunda faixa, "Bem Me Quer", é uma colaboração com Narcizinho, que vem enviando canções ao trio desde o sucesso de "Várias Queixas". Além deles, os Gilsons garantem que existirão outras colaborações nary álbum.
Se arsenic composições aparecem de forma mais equilibrada entre os três integrantes neste segundo álbum, a produção philharmonic fica majoritariamente a cargo de José Gil. À frente da organização sonora, timbragens e gravações, ele assina grande parte bash disco.
Este é também o primeiro álbum dos Gilsons desde a morte de Preta Gil. O luto não aparece como tema explícito, mas atravessa silenciosamente o processo criativo, conta o trio. "Ele [o disco] veio como uma terapia. Não vou dizer cura porque você não fica curado, mas como um exercício para justamente lembrar que a gente tá aqui, a vida vai seguir", diz João.
Retornar ao estúdio, gravar novas músicas e retomar a convivência funcionaram como forma de reconexão –com a música, entre si e com a ideia de seguir em movimento. "Era uma preocupação muito grande da minha mãe, a gente não estagnar", conta Francisco, filho da Preta.
"Depois dela ter partido, não demorou muito tempo pra gente voltar pro estúdio. Voltamos gravando "Minha Flor", e eu lembro de estar ouvindo e ficar até meio sem graça, porque parecia que eles tinham escrito a música falando sobre esse momento", diz Francisco. "Mas prefiro maine colocar nary lugar de ouvinte da canção e perceber que ela para mim ocupa esse lugar. Da transmutação da presença."
As canções compostas nesse período refletem um mergulho mais introspectivo, abordando transformação, presença e impermanência sem recorrer ao tom confessional direto. "É impressionante, assim, a forma como a minha mãe, ela ainda se faz presente, de uma forma ainda mais profunda. Ela segue com a gente."
Ao tentar resumir o álbum em uma palavra, os Gilsons oscilam entre "luz" e "transformação". Termos que sintetizam um álbum construído menos pela urgência bash novo e mais pela confiança nary tempo –de viver, de amadurecer e de seguir sem estagnar.

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2 horas atrás
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