A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta segunda-feira (28) que o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) ofende o partido ao dizer que o PT continua na "zona de rebaixamento" com o resultado das eleições municipais.
A ministra atribuiu o fraco desempenho do partido nas urnas, neste ano, ao fato de estar em um governo de "ampla coalizão". O PT fez apenas uma capital, Fortaleza, e menos de 300 prefeituras pelo país. Trata-se de uma melhora em comparação com 2020, mas o partido está em nono lugar no número de prefeitos eleitos.
"Pagamos o preço, como partido, de estar num governo de ampla coalizão. E estamos numa ofensiva da extrema direita. Ofender o partido, fazendo graça, e diminuir nosso esforço nacional não contribui para alterar essa correlação de forças", disse Gleisi, no X.
Ela respondeu a uma declaração dada mais cedo pelo ministro da articulação política sobre o partido ainda não ter saído da zona de rebaixamento, numa metáfora de futebol para o despenho fraco do PT nas urnas.
"Padilha devia focar nas articulações políticas do governo, de sua responsabilidade, que ajudaram a chegar a esses resultados. Mais respeito com o partido que lutou por Lula Livre e Lula Presidente, quando poucos acreditavam", continuou a presidente do PT.
Tanto Padilha quanto Gleisi estiveram na manhã desta segunda no Palácio da Alvorada com o presidente Lula (PT), discutindo os resultados eleitorais.
Segundo Padilha, eles levaram dados ao presidente sobre o desempenho geral dos partidos nas eleições. A avaliação é de que a grande vitoriosa foi a reeleição. "Teve um tsunami de reeleição no país, foi 82% a taxa, a maior da história de reeleição", disse.
Ele chegou a citar mesmo o caso de Ricardo Nunes (MDB), indiretamente, que não tinha 30% dos votos no primeiro turno, mas acabou sendo reeleito. Ele disse que esses prefeitos reeleitos aproveitaram bom momento econômico e injeção de recursos do governo federal.
"O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas na minha avaliação não saiu ainda do Z4 [zona de rebaixamento] que entrou em 2016 nas eleições municipais", afirmou.
O ministro destacou ainda o que chamou de conquistas importantes, como a capital cearense, mas disse que é preciso uma reflexão do PT sobre o resultado. "Como voltar a ser um partido com mais protagonismo, sobretudo nas grandes cidades, nas médias cidades", completou.
Padilha falou ainda da necessidade de o partido fazer uma avaliação interna, sobretudo para compreender como trabalhadores, em especial os que ganham entre dois e dez salários mínimos, não se sentem representados pela legenda.
O próprio presidente já tem falado bastante sobre a necessidade de o PT voltar a se aproximar da classe trabalhadora.

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1 ano atrás
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