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Golpes virtuais não param de crescer: veja 8 dicas para se proteger online

O Dia Internacional da Internet Segura, celebrado nesta terça-feira (10), visa conscientizar instituições e usuários sobre a segurança ao acessar a Internet via computadores e celulares. A data, comemorada mundialmente nas segundas terças-feiras de fevereiro, foi criada em 2004 na União Europeia através da Rede Insafe, mas passou a ser lembrada no Brasil a partir de 2009. Segundo levantamento anual do Fórum de Segurança Pública de julho de 2025, quatro brasileiros são vítimas de golpes a cada minuto, sendo que a maioria deles ocorre na Internet. Estima-se que cerca de 40,85 milhões de vítimas perderam dinheiro em cibercrimes, como clonagem de cartão, fraude ou invasão de contas bancárias.

Além disso, dados da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) apontam que o prejuízo financeiro chegou a R$ 10,1 bilhões em 2024, alta de 17% em relação a 2023. Um ponto de atenção são as transações via Pix, que registraram um prejuízo de R$ 2,7 bilhões, 43% maior no mesmo período. Para te ajudar a ter mais segurança online, o TechTudo preparou um guia com dicas práticas para proteger dados na web. Confira.

 Reprodução/Shutterstock Lista apresenta dicas para ter mais segurança no ambiente virtual; confira — Foto: Reprodução/Shutterstock

Em um cenário no qual a tecnologia cresce cada vez mais, os dados pessoais e financeiros correm mais riscos de sofrerem com vazamentos e acessos não autorizados. Neste sentido, Michele Nogueira, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e PhD em Ciência da Computação pela Universidade de Sorbonne, faz um apelo sobre a necessidade de proteger a identidade digital e as informações pessoais na Internet. “Os cibercriminosos aproveitam para atacar os alvos mais fáceis e aplicar golpes. As pessoas que divulgam seus dados, que não têm cuidado com a segurança dos aplicativos usados, usam senhas fáceis de dedução, são alvos mais fáceis para eles. Então, qualquer pessoa está sujeita a cair num golpe”, enfatiza.

Por isso, a especialista destaca que é preciso tomar algumas atitudes para preservar a privacidade e a segurança online. “Ao adotar essas medidas, as pessoas podem fortalecer significativamente a proteção de sua identidade digital e reduzir o risco de se tornarem vítimas de crimes cibernéticos. A combinação de práticas seguras, monitoramento ativo e uma atitude consciente em relação à segurança online é fundamental para manter a identidade digital segura”, diz Michele. Nas próximas linhas, confira oito dicas da pesquisadora para evitar ser vítima de golpe cibernético.

 Reprodução/ Pixabay A segurança da informação é uma preocupação frequente dos internautas; veja como se proteger — Foto: Reprodução/ Pixabay

1. Usar senhas fortes e únicas

É essencial criar senhas complexas e diferentes para cada conta online. Na prática, esses códigos devem conter um misto de elementos, como letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais. Além disso, a recomendação é evitar senhas óbvias, como datas de nascimento, combinações fáceis demais (1234, abcd, etc.) ou palavras comuns, pois elas podem ser facilmente descobertas.

Quando a pessoa usa senhas únicas para cada conta, o prejuízo pode ser menor em caso de invasão. Afinal, se uma senha for comprometida, as outras contas vão continuar seguras. Para aumentar a proteção, também é indicado usar um gerenciador de senhas para armazenar e gerar códigos fortes de forma segura, sem a necessidade de memorizar todas as senhas - o que facilita a gestão dessas palavras-chave para diversos serviços online.

 Reprodução/Freepik Senhas antigas podem ser fáceis de adivinhar e comprometem a segurança — Foto: Reprodução/Freepik

2. Habilitar a autenticação multifator (MFA)

Após ter criado senhas fortes e únicas, os internautas podem adicionar mais uma camada de segurança com a autenticação em duas etapas, também chamada de autenticação multifator (MFA). Essa opção está disponível em diversas plataformas online, como e-mails, redes sociais, aplicativos corporativos, entre outros.

Na prática, quando a pessoa fizer login no serviço desejado, além de informar a senha, também terá que fazer uma segunda forma de verificação. Desse modo, ela terá que inserir um código extra, que pode ser enviado ao telefone ou obtido via um aplicativo de autenticação, como o Google Authenticator. Assim, se um criminoso tentar invadir uma conta online usando apenas a senha, ainda será preciso informar este código extra.

 Reprodução/Canva A autenticação em dois fatores garante uma camada extra de segurança — Foto: Reprodução/Canva

3. Monitorar regularmente suas contas

A especialista em cibersegurança também destaca a necessidade de verificar possíveis atividades suspeitas em contas online. Para isso, os internautas precisam revisar regularmente quais foram as atividades em contas bancárias, redes sociais e demais serviços. Isso ajuda a identificar qualquer transação ou acesso desconhecido - e a tomar uma atitude para proteger os dados antes de ocorrer um prejuízo maior.

Os usuários podem configurar alertas nos dispositivos para serem notificados caso existam atividades incomuns na conta, como tentativas de login inesperadas de novos dispositivos, transferências financeiras grandes, envio de mensagens desconhecidas, entre outros comportamentos potencialmente perigosos.

 Reprodução/Unsplash Verifique possíveis atividades suspeitas em contas online — Foto: Reprodução/Unsplash

4. Proteger dados pessoais

Mesmo com as ferramentas de segurança mencionadas acima, é importante diminuir a quantidade de informações pessoais compartilhadas na Internet. A dica é publicar o mínimo possível de dados sigilosos, principalmente em redes sociais públicas, que podem ser vistas por qualquer pessoa. Dados como endereço completo, documentos, número de telefone, senhas e informações financeiras jamais devem ser expostos na web.

Para ampliar a segurança online, os internautas devem, sempre que possível, usar a criptografia de dados para proteger as informações pessoais e financeiras armazenadas em dispositivos e transmitidas na Internet em plataformas de e-commerce, por exemplo. Afinal, a criptografia garante que os dados não serão acessados por terceiros.

 Reprodução/Canva Usuário não deve fornecer dados pessoais e senhas em páginas e aplicativos suspeitos — Foto: Reprodução/Canva

5. Manter dispositivos seguros

Para que aparelhos como celulares e notebooks possam oferecer um uso seguro aos internautas, o software deve ser atualizado regularmente. Quando a pessoa faz os updates do sistema operacional corretamente, os aplicativos e programas dos dispositivos ficam atualizados e mais preparados para proteger contra vulnerabilidades exploradas por hackers.

Desta maneira, também é indispensável o uso de antivírus e antimalwares de fontes confiáveis. Isso porque esses programas especializados em segurança são fundamentais para proteger dispositivos contra ameaças, como vírus, spyware e ransomware. Além disso, os firewalls devem ser ativados para proteger redes contra acessos não autorizados.

 Reprodução/Freepik/rawpixel.com Uso de antivírus é primordial para proteger dispositivos contra ameaças — Foto: Reprodução/Freepik/rawpixel.com

6. Proteger-se contra phishing e engenharia social

Um dos golpes mais populares da Internet é o phishing - que ocorre quando cibercriminosos enviam mensagens falsas para chamar a atenção das vítimas e roubar dinheiro ou dados pessoais. Por isso, é imprescindível desconfiar de e-mails inesperados, mensagens de texto com tom de urgência ou links que levam para páginas desconhecidas, sobretudo se solicitarem informações pessoais ou financeiras.

Caso receba um contato suspeito, sempre verifique a origem da mensagem antes de clicar ou passar dados sensíveis. Se a suposta mensagem for em nome de uma instituição conhecida, como uma loja ou marca, confirme a identidade usando outros meios confiáveis disponibilizados nas páginas oficiais dessas empresas, e jamais informe dados sigilosos para desconhecidos.

 Reprodução/Freepik Phishing visa roubar informações pessoais das vítimas — Foto: Reprodução/Freepik

7. Utilizar redes wi-fi seguras

Quem deseja usar a Internet de maneira segura também deve prestar atenção ao tipo de conexão Wi-Fi que costuma realizar. Isso porque as redes de Wi-Fi públicas, disponíveis em espaços como restaurantes, bares, academias, aeroportos, shoppings, entre outros locais, são mais suscetíveis a ataques hackers.

Por isso, evite ao máximo realizar transações financeiras ou acessar informações sensíveis quando estiver usando redes Wi-Fi públicas. Prefira retornar para uma conexão privada e segura para fazer esse tipo de atividade online, o que evita ser vítima de vazamento de informações sigilosas ou de acessos não autorizados.

 Reprodução/Grunex Acessar Wi-Fi público pode colocar informações sigilosas em risco — Foto: Reprodução/Grunex

8. Educação contínua sobre cibersegurança

Por fim, mesmo após seguir todas as dicas desta lista, os internautas também devem se manter atualizados sobre cibersegurança. É recomendado acompanhar as últimas tendências da área, além de estar ciente sobre as novas ameaças, que estão cada vez mais sofisticadas e elaboradas para enganar vítimas, especialmente com o avanço da inteligência artificial, que pode ser usada em contextos negativos.

Desse modo, os usuários podem recorrer a medidas de segurança eficientes e práticas contra novos métodos de ataque. Afinal, a educação contínua propaga a conscientização a respeito da proteção de dados online, portanto, é útil para os internautas estarem sempre preparados para preservar a identidade digital.

 Divulgação/Freepik Internautas devem manter uma educação contínua sobre cibersegurança — Foto: Divulgação/Freepik

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