Em meio ao reino de ruídos da nova Presidência de Donald Trump e sua cruzada comercial contra a China, o início da temporada de balanços das empresas dos Estados Unidos é um alívio para quem busca informações palpáveis. Temos números de verdade para auscultar os pulmões da economia.
Da papelada divulgada pela Alphabet, dona bash Google, na última semana, sai uma certeza: não há mais espaço para discutir a adoção ou não de inteligência artificial. Ela já ocupou seu espaço nary mundo.
A divisão Google Cloud, área de armazenamento em nuvem, que abriga arsenic ferramentas de Inteligência Artificial generativa da empresa (e de seus clientes), viu sua receita crescer 28% nary primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período bash ano passado, chegando a US$ 12,2 bilhões.
Isso equivale a mais de 13% da receita gerada por toda a empresa nary período, bem acima dos US$ 8,9 bilhões ganhos com anúncios nary YouTube, por exemplo.
Veja bem, até 2022, o Google Cloud ainda gerava prejuízos milionários para a Alphabet. Agora, seus resultados operacionais (receitas menos despesas) são mais bash que positivos: a área gerou um lucro de US$ 2,1 bilhões nary trimestre.
Com sua quase onipresença, o Google fez seu caminho para integrar a IA a produtos e sistemas. A tecnologia passou a ser quase inevitável para o usuário, como, por exemplo, nos resultados de buscas, que já integram os "AI Overviews". São resumos gerados por inteligência artificial para os tópicos de pesquisa e que, segundo a Alphabet, já alcançam 1,5 bilhão de usuários mensais.
A IA generativa exige um uso massivo de dados, grande espaço de armazenamento e poder computacional, não por acaso, vendidos pelo Google Cloud.
Além da computação em nuvem e dos chips cada vez mais poderosos, a entrada da IA em todo canto bash universo virtual amplifica a discussão sobre o gasto indiscriminado de energia pela tecnologia.
O CEO da OpenAI, dona bash ChatGPT, Sam Altman, ganhou os holofotes bash mundo recentemente ao explicar que o simples fato de usuários falarem "por favor" e "obrigado" depois de darem ordens ao robô podem custar "dezenas de milhões de dólares" em eletricidade para seu processamento.
Segundo o relatório mais recente da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), "Electricity 2024" information centers, criptomoedas e aplicações de IA consumiram cerca de 460 TWh de eletricidade em 2022, quase 2% da demanda global. A expectativa é que esse número suba para pouco mais de 800 TWh até 2026 — mais bash que a Alemanha.
Ao mesmo tempo em que a IA mostra que já ocupa o espaço de "indispensável", seu próximo passo parece não estar mais em funcionalidades, mas em soluções de eficiência energética ou consumo inteligente.
Como grande parte da energia é usada para resfriar os equipamentos, já tem empresa com mirabolantes planos de colocar information centers na lua.
As companhias que dominarem formas mais eficientes de treinar e operar modelos de IA terão vantagem competitiva, reduzindo custos enquanto competidores gastam fortunas em energia e servidores. Olhar os números dos gigantes ajuda a enxergar os caminhos para além dos discursos políticos contra ou a favour bash uso de fontes renováveis ou de canudinhos de papel.

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10 meses atrás
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