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Governo acredita na aprovação de Messias, mas aliados veem cenário incerto

Jorge Messias, em fala na sabatina na CCJ do Senado
Jorge Messias, em fala na sabatina na CCJ do Senado Imagem: Foto: Reprodução/Reuters

Logo no início da sabatina do indicado de Lula ao STF, senadores experientes descrevem o cenário para aprovação de Jorge Messias como "imprevisível". O governo está cautelosamente otimista. Acredita que tenha entre 44 e 46 votos. São necessários 41 para garantir o assento na Suprema Corte.

Porém, para outros senadores de centro próximos ao governo, o mapa de votação é tido como "muito apertado". Um parlamentar, que preferiu não se identificar, tece o seguinte raciocínio à coluna: "o voto é secreto. Ninguém se abre muito aqui". Segundo ele, as principais dissidências estão nas bancadas do Sul e Sudeste, que dependem do voto bolsonarista. "Analisar nome para o Supremo não é questão de mérito hoje em dia. É questão ideológica", completa. Traições podem ocorrer para um ou outro lado.

Não ajuda o fato de que a sabatina acontece em ano eleitoral, em ambiente absolutamente polarizado. Outro obstáculo é a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo o governo, Alcolumbre não trabalha contra Messias. Mas também não ajuda. Apesar do encontro na semana passada na casa do ministro do STF Cristiano Zanin - conforme informou a coluna da Mônica Bergamo - no entorno do presidente do Senado, o diagnóstico é que o placar segue muito apertado. "Davi é contra", resume taxativamente um aliado do presidente da Casa.

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