Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizam o resultado apresentado pela pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11), que mostra o petista perdendo vantagem sobre os rivais. A tendência é de empate técnico com Flávio Bolsonaro no primeiro turno e já aparece empate no 2º turno com os três principais adversários (além do senador do PL, Caiado e Zema). O governo aposta que trata-se de um momento passageiro e de possível reversão com medidas econômicas.
Na pesquisa de abril, Flávio Bolsonaro tem 46% de intenção de voto ante 45% de Lula num cenário de segundo turno entre os dois candidatos. Trata-se de um empate técnico, diante da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento. Em março, o petista estava com 46%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pontuava 43%.
A avaliação de auxiliares do presidente Lula é que a queda na pesquisa acontece não por erro do Planalto. Citam a alta nos combustíveis, impulsionada pela guerra do Irã, e o alto endividamento das famílias brasileiras, que teriam impedido ganhos de popularidade com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, por exemplo.
Por isso, petistas apostam que as medidas de subvenção para conter as altas dos combustíveis e do gás de cozinha, além da liberação de até R$ 7 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para ajudar trabalhadores endividados, devem surtir efeito a curto e médio prazo.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou à Folha que o governo também acaba desgastado por causa das fraudes do Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo o dirigente, o eleitorado tende a associar ao governo federal esse tipo de escândalo, apesar deles envolverem figuras de todos os especros políticos.
"A pesquisa é uma fotografia do momento, ela reflete o crescimento do sentimento antisistema, principalmente por conta das denúncias de corrupção que o país está vivendo. Aos olhos da sociedade, se existe corrupção, a responsabilidade é do governo, das instituições, o Presidente da República é o maior líder institucional do país", disse Edinho.
O presidente do PT afirmou que a tarefa "é deixar claro" que Lula é quem "está patrocinando a apuração de todas as denúncias" do INSS e do Master. "Se as denúncias estão sendo investigadas é mérito do presidente. E temos que continuar defendendo o legado do governo Lula, que fez a maior entrega desde a redemocratização do Brasil", completou.
Outra aposta do PT é que, quando começar a campanha, Flávio tende a derreter já que os flancos do senador não foram apontados, como a acusação de rachadinha em seu gabinete. Também esperam que o senador não vá bem nos debates, lembrando que ele quase desmaiou no confronto com os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016.
Na oposição, o clima é de celebração. Uma ala do PL, mais entusiasmada, afirma que Flávio passou a ser considerado o favorito na disputa. Esse grupo avalia que o governo não terá sucesso nas medidas econômicas e o clima de saturação com a gestão petista perdurará até a eleição.
"O nosso trabalho está só no começo. Até outubro, ainda temos um longo caminho e, se Deus quiser, vamos libertar o Brasil", escreveu Flávio ao compartilhar o resultado da Datafolha no cenário de 2º turno contra Lula.
A ordem entre os aliados de Flávio é continuar explorando erros e apontando dificuldades da população, principalmente na área de segurança pública e economia e, ao mesmo tempo, reforçar o discurso moderado do pré-candidato.
No levantamento, 48% dos entrevistados dizem não votar de forma alguma no atual presidente, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Na pesquisa passada, de março, Lula tinha 46% de rejeição, enquanto Flávio marcava 45%.
O presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), avalia que esta eleição, assim como a anterior, será decidida por uma batalha de rejeição. Ele afirma que Flávio tem tido sucesso em conter uma esperada alta na insatisfação ao seu nome, natural quando um candidato passa a ser mais conhecido.
"O que a pesquisa comprova é que o povo não quer um Lula 4 pelo simples e cada vez mais claro motivo de que não houve um Lula 3. O presidente prometeu tudo, foi eleito, o tempo passou e o povo acha que veio o nada. É isso que a pesquisa mostra", disse Ciro.
Ciro Nogueira resume sua análise: "Em 2022 as pessoas votaram em Lula para derrotar Bolsonaro, e agora votarão em Flávio para derrotar Lula".

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