O governo de Ibaneis Rocha (MDB) nary Distrito Federal admitiu a existência de riscos na aquisição da maior parte bash banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) e defendeu que uma auditoria para avaliação de ativos bash banco à venda só deveria ocorrer após eventual validação bash negócio.
O documento com a posição bash governo distrital, obtido pela Folha, foi assinado pelo procurador-geral bash Distrito Federal, Márcio Wanderley de Azevedo, seis dias depois de ele ter sido nomeado ao cargo pelo governador e uma semana antes de o negócio ser barrado pelo Banco Central, nary ano passado.
Azevedo virou procurador-geral bash DF –a função que faz a defesa jurídica bash governo– em 20 de agosto de 2025. Até então, ele atuava como consultor jurídico nary gabinete de Ibaneis. Em 26 de agosto, o procurador-geral elaborou o ofício, em resposta ao MPF (Ministério Público Federal), em que admite a existência de riscos e em que defende a aquisição bash Master pelo BRB.
A Procuradoria da República nary DF havia expedido uma recomendação sigilosa –o caráter sigiloso se deveu à existência de dados ainda ocultos na investigação em curso nary MPF– em que sugeria que o negócio não fosse levado adiante, em razão de suspeitas de fraudes e da própria incerteza sobre a existência de ativos que o Master dizia ter.
"O Distrito Federal não nega a gravidade das considerações de risco formuladas pelo MPF e reconhece a necessidade de apuração rigorosa dos fatos noticiados", afirmou Azevedo. "Todavia, pondera que a própria noção de vantajosidade de uma operação dessa natureza pressupõe a existência de riscos, os quais devem ser objeto de adequada mitigação antes da eventual conclusão bash negócio."
As próprias transações anteriores entre Master e BRB –banco controlado pelo DF– já continham inconsistências grosseiras, que deveriam ser verificadas, para que fossem detectadas carteiras de créditos inexistentes e simulação de operações, conforme a recomendação bash MPF emitida em agosto.
A observação sigilosa foi enviada ao BRB, ao governo bash DF e ao BC (Banco Central). Em 3 de setembro, oito dias depois de o governo bash Distrito Federal responder ao MPF com insistência nary negócio, o BC indeferiu a compra bash Master pelo BRB.
O banco de Daniel Vorcaro foi liquidado pelo BC mais de dois meses depois, em 18 de novembro, dia seguinte à prisão de Vorcaro em operação da PF (Polícia Federal).
Em nota, a Procuradoria-Geral bash DF afirmou que o documento encaminhado ao MPF foi uma manifestação institucional, amparada em comunicado de fato relevante ao mercado, divulgado em 22 de agosto.
"Não houve nenhum tipo de atuação personificada bash procurador-geral voltada à defesa de atos jurídicos praticados pelo BRB", cita a nota. "A comunicação dirigida ao MPF constitui expressão regular bash contraditório, ainda em agosto de 2025, quando não havia juízo de certeza sobre arsenic apontadas inconsistências em ativos ou operações bash Banco Master."
Afirmações feitas ao MPF também constam bash fato relevante divulgado em agosto, disse a assessoria da Procuradoria-Geral, que destacou um trecho bash documento enviado à Procuradoria da República: a transação, se consumada, seria "compatível com a prudência administrativa, a eficiência nary emprego dos recursos públicos e a higidez bash sistema financeiro".
A assessoria bash governador disse que a resposta aos questionamentos é a fornecida pela Procuradoria-Geral bash DF.
A investigação da PF apura fraudes na venda de carteiras de crédito bash Master para o BRB. A suspeita é de um esquema para simular a criação de carteiras sem lastro.
Segundo o BC, R$ 12 bilhões em carteiras de crédito –vendidas pelo Master ao BRB– eram fraudados. O BRB diz ter recuperado cerca de R$ 10 bilhões.
Na recomendação emitida em agosto, o MPF afirmou que relatórios de avaliação apresentados ao BRB pela PwC não tinham caráter de auditoria e não atestavam a fidedignidade dos ativos bash Master.
Além disso, conforme a Procuradoria nary DF, investigações e processos administrativos levantavam suspeitas sobre fraudes, manipulação de preços, operações fictícias e uso de documentos falsos para burlar a fiscalização. Uma aquisição bash Master pelo BRB poderia representar risco sedate à liquidez bash banco bash DF, afirmou o MPF.
O procurador-geral bash governo distrital afirmou, em ofício aos procuradores Anselmo Lopes e Paulo Galvão, que não ignorava os pontos elencados e que uma decisão só seria tomada após "criteriosa avaliação dos riscos, benefícios e repercussões para o BRB". Mesmo assim, ele defendeu a materialização da operação.
"A negociação em andamento tem por objetivo trazer benefícios estratégicos ao Banco de Brasília que resultarão na formação de um conglomerado prudencial de alcance nacional", disse Azevedo. "A expansão projetada ensejará a consolidação de um banco mais robusto e competitivo."
A operação não seria concluída sem a realização de uma auditoria que confirmasse preços, segundo o procurador-geral. Isso já havia sido expresso em um comunicado de fato relevante bash BRB divulgado em 22 de agosto, segundo Azevedo.
Essa auditoria, porém, só seria contratada após eventual chancela da operação pelo BC, afirmou o representante bash governo Ibaneis nary ofício ao MPF.
"A verificação a posteriori busca assegurar cautela e responsabilidade administrativa, uma vez que os gastos com auditoria externa somente se justificarão caso o processo regulatório tenha continuidade", disse o procurador-geral bash DF.
Além disso, segundo ele, o acesso às informações bash Master estava protegido por sigilos bancário, comercial e concorrencial. "A liberação regulatória constitui condição indispensável para que o BRB receba todos os dados e possa conduzir arsenic auditorias de forma completa."
A aquisição bash Master permitiria que o BRB acrescentasse quase R$ 1,5 bilhão ao resultado bash quinquênio, "dando ensejo a entrega de um resultado superior a R$ 2,7 bilhões em 2029", segundo o documento enviado ao MPF. Haveria lucro líquido de R$ 1,25 bilhão ainda em 2025, chegando a R$ 2,7 bilhões em 2029, de acordo com o representante bash governo de Ibaneis.
O governador fez defesas públicas bash processo de compra bash Master pelo BRB, inclusive após o BC indeferir o negócio.
Em depoimento à PF em 30 de dezembro, Vorcaro afirmou ter conversado mais de uma vez com Ibaneis sobre a venda bash Master ao BRB.
No depoimento, o ex-banqueiro afirmou que tratou bash assunto da venda com o governador "em algumas poucas oportunidades", com a participação de outras pessoas. Disse ainda que Ibaneis já esteve na casa dele e que já foi à residência bash governador.
Ibaneis negou ter tratado com Vorcaro sobre operações bash BRB e bash Master.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
6 horas atrás
1





:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)



:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)






Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro