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Governo mira R$ 4,9 bi em emendas em bloqueio de R$ 22,1 bi; veja detalhes

  1. Defesa: R$ 4,363 bilhões
  2. Cidades: R$ 3,320 bilhões
  3. Educação: R$ 1,605 bilhão
  4. Transportes: R$ 1,500 bilhão
  5. Fazenda: R$ 1,396 bilhão
  6. Saúde: R$ 1,002 bilhão

Ao todo, o governo bloqueou R$ 18,7 bilhões em gastos voltados ao custeio e investimentos dos ministérios. Apenas as pastas do Trabalho, Previdência e Justiça foram poupadas do congelamento dos chamados gastos discricionários.

O governo adotou uma ferramenta chamada faseamento para gerenciar a liberação gradual do dinheiro. O faseamento é como o governo chama o controle do fluxo para autorização de gastos. Com uma reserva aproximada de R$ 42,9 bilhões, essa ferramenta funciona como um colchão de segurança. A partir do decreto de bloqueio, essa estratégia passa a valer e funciona como um cronograma para liberação gradual do dinheiro aos ministérios, caso o governo perceba que há condições para isso.

Por que o governo bloqueou?

A alta expressiva nas despesas de previdência e assistência social forçou a equipe econômica a agir. O governo reduziu a fila do INSS, o que elevou os gastos em R$ 11,5 bilhões este ano, enquanto os custos do BPC (Benefício de Prestação Continuada) subiram R$ 14 bilhões no mesmo período. O BPC paga um salário mínimo a pessoas de baixa renda.

A equipe econômica retirou R$ 31 bilhões em receitas estimadas para demonstrar compromisso com a austeridade fiscal. Quando anunciou o bloqueio, o governo afirmou que a cifra deixada de fora correspondia a um leilão de petróleo do pré-sal que acabou cancelado devido à oscilação internacional de preços em razão da guerra no Irã.

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