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Governo renova 14 concessões de energia por R$ 130 bi; Enel fica de fora

A Enel ficou de fora do pacote de assinaturas. As unidades da empresa em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará não tiveram os contratos renovados em razão de processos administrativos abertos na Aneel.

A Enel São Paulo enfrenta um processo de caducidade. A agência reguladora avalia o cancelamento do contrato da concessionária paulista após sucessivas falhas no fornecimento de energia na capital e região metropolitana entre 2023 e 2025, quando a companhia falhou no atendimento a apagões recorrentes após fortes chuvas.

Em sua fala, o presidente Lula (PT) alfinetou a Enel sem mencionar o nome da distribuidora. Ele disse que se reuniu com a empresa, que é italiana, e com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. "A verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália. Nada."

Ele também acenou ao empresariado. A antecipação da renovação das concessões, disse, "é uma demonstração de confiança de que (...) o Estado pode trabalhar em parceria com os empresários".

O ministro de Minas e Energia prometeu elevar a qualidade do fornecimento de energia em regiões pobres. "Estamos afirmando que bairros mais pobres terão o mesmo padrão de serviço que os bairros mais ricos e, acima de tudo, que o Brasil passa a ter instrumentos mais firmes para responsabilizar distribuidoras que não cumprirem seus compromissos com a população", afirmou Alexandre Silveira.

Durante o evento, foram assinados 14 contratos. Outros dois, que contemplam Pernambuco e Espírito Santo, já foram renovados no primeiro trimestre.

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